segunda-feira, 30 de junho de 2014

ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL NAS COMUNIDADES

Nesse domingo, 29 de junho de 2014, aconteceu na Comunidade Eclesial de Base "Santa Rita de Cássia", Bairro Alto Vila Rica, da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, a Assembleia Comunitária daquela comunidade, tendo em vista a Assembleia Paroquial de Pastoral, Assembleia Regional de Pastoral, culminando na Assembleia Diocesana de Pastoral no mês de novembro do ano em curso.

Como é de conhecimento de todos, o bispo diocesano Dom Frei Dario Campos, O.F.M., assim como o clero da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, querem escutar todos os fiéis da diocese, sendo de suma importância a realização das plenárias nas mais de mil comunidades eclesiais de base que formam a Diocese.

Agradecemos a secretária paroquial Marta D'Agostini, Kátia Bremide e demais pessoas que registraram esse momento pastoral dessa comunidade.

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PAPA NA SANTA MARTA: "EXISTEM MAIS MÁRTIRES HOJE DO QUE NOS PRIMEIROS SÉCULOS"


Cidade do Vaticano (RV) – Existem mais cristãos perseguidos hoje do que nos primeiros séculos: foi o que disse o Papa Francisco na Casa Santa Marta, presidindo a Missa no dia em que a Igreja recorda os Santos protomártires, sacrificados aos pés da Colina Vaticana por ordem de Nero depois do incêndio de Roma no ano de 64. 

A oração no início da Missa recorda que o Senhor “fecundou com o sangue dos mártires as primeiras sementes da Igreja de Roma”. “Fala-se do crescimento de uma planta” – afirmou Francisco na homilia - e isso faz pensar do que Jesus dizia: “o Reino dos Céus é como um homem que lançou por terra a semente, depois vai para casa“ e – dormindo ou acordado - “a semente cresce, brota, sem que ele saiba como”. Esta semente é a palavra de Deus que cresce e se torna Reino de Deus, se torna Igreja graças à “força do Espírito Santo” e do “testemunho dos cristãos”:

Sabemos que não há crescimento sem o Espírito: é Ele que faz a Igreja, é Ele que faz a Igreja crescer, é Ele que convoca a comunidade da Igreja. Mas o testemunho dos cristãos é necessário, e quando as circunstâncias históricas requerem um testemunho forte, ali estão os mártires, as maiores testemunhas. E esta Igreja é ‘regada’ com o sangue dos mártires. É esta a beleza do martírio. Começa com o testemunho, dia após dia, e pode terminar como Jesus, o primeiro mártir, a primeira testemunha, a testemunha fiel: com o sangue”.

“Mas tem uma condição para o testemunho. Para que seja verdadeiro, tem que ser sem condições”, acrescentou Francisco:

Ouvimos o trecho do Evangelho, onde alguém diz ao Senhor querer segui-lo, mas com a condição de ir se despedir ou de enterrar o pai... o Senhor o detém: ‘não’. O testemunho não tem condições. Deve ser firme, decidido, com a linguagem de Jesus: sim ou não. Esta é a linguagem do testemunho”

“Hoje – disse o Papa –, olhamos para esta Igreja de Roma que cresce, irrigada pelo sangue dos mártires. Mas também é justo – prosseguiu – que nós pensemos nos muitos mártires de hoje, muitos mártires que dão sua vida pela fé”. É verdade que havia muitos cristãos perseguidos no tempo de Nero, mas este número hoje não é inferior”:

Hoje existem tantos mártires na Igreja, muitos cristãos perseguidos. Pensemos no Oriente Médio, nos cristãos que têm que fugir das perseguições, cristãos mortos por perseguidores; nos cristãos expulsos com luvas, de modo elegante: isto também é perseguição. Hoje existem mais testemunhas e mártires na Igreja do que nos primeiros séculos. E nesta missa, lembrando os nossos gloriosos antepassados daqui de Roma, pensemos também em nossos irmãos que vivem perseguidos, que sofrem e que com seu sangue fazem crescer a semente das Igrejas pequenas, que nascem. Rezemos por eles e também por nós”.

DIOCESE DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM CELEBRA COM SOLENIDADE SEU PADROEIRO

No final da tarde do domingo, 29 de junho de 2014, um grande número de fiéis se concentrou na Igreja/Catedral de São Pedro, Apóstolo - sede da Sé Episcopal de Cachoeiro de Itapemirim, para celebrar o padroeiro da Cidade e da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim - São Pedro, Apóstolo.

Por volta das 17 horas, conduzido pelo bispo diocesano Dom Frei Dario Campos, O.F.M. deu-se início a procissão com destino ao Pavilhão de Eventos da Ilha da Luz. A procissão seguiu com orações, cânticos e muita alegria, mesmo debaixo de chuva.

A Celebração Eucarística foi presidida por Dom Frei Dario Campos, O.F.M. e concelebrada pelos padres, diáconos, religiosos, consagrados, seminaristas e todo o Povo de Deus da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e tema central da liturgia foi a Assembleia Diocesana de Pastoral.

Na homilia o bispo diocesano enfatizou a importância da Assembleia Diocesana de Pastoral para toda a Diocese, assim como a figura de São Pedro, com seus gestos e atos, que não se difere daquilo que vivemos no dia a dia. Dom Dario convocou todo o Povo de Deus a testemunhar no cotidiano da vida: trabalho, estudos, nas tarefas diárias, com os gestos de amor de Pedro.

Dom Frei Dario Campos, O.F.M., lembrou que a Igreja Católica, Apostólica, Romana segue a teologia da graça de Deus, com dificuldades, com cruzes, mas com a alegria que emana de Deus. E rechaçou a teologia da prosperidade e das facilidades.
  
A Paróquia Nossa Senhora da Consolação agradece a Ester Tibúrcio da Comunidade Eclesial de Base "Imaculado Coração de Maria", Bairro Vila Rica, por ter registrado esses momentos de festa.

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domingo, 29 de junho de 2014

PAPA NA SOLENIDADE DOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO: "O NOSSO VERDADEIRO REFÚGIO É A CONFIANÇA EM DEUS"


Cidade do Vaticano (RV) – Neste domingo, 29, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, Patronos principais de Roma, e Dia do Papa, o Sucessor de Pedro, o Papa Francisco presidiu na Basílica vaticana a Santa Missa durante a qual entregou o Pálio a 24 novos arcebispos provenientes de todo o mundo: do Brasil receberam Dom Jaime Spengler, Arcebispo de Porto Alegre, e Dom José Luiz Majella Delgado, Arcebispo de Pouso Alegre. O Pálio é uma insígnia exclusiva dos Arcebispos e do Patriarca de Jerusalém do rito latino; é uma pequena estola, feita de lã branca de cordeiro, com seis cruzes e franjas pretas. Exprime o poder que o Arcebispo recebe na província eclesiástica. Liga-o mais estreitamente com a Igreja de Roma. Tem, por isso, um valor simbólico de comunhão eclesial. 

No início da sua homilia o Papa Francisco expressou a sua alegria pela presença da Delegação enviada pelo Patriarca Ecumênico, “o venerado e amado irmão Bartolomeu, guiada pelo Metropolita Ioannis”. Pedimos ao Senhor – disse o Santo Padre - que possa, também esta visita, reforçar os nossos laços fraternos no caminho rumo à plena comunhão entre as duas Igrejas irmãs, por nós tão desejada. 

Em seguida o Pontífice recordou que “nos primeiros tempos do serviço de Pedro, na comunidade cristã de Jerusalém havia grande apreensão por causa das perseguições de Herodes contra alguns membros da Igreja. Ordenou a morte de Tiago e agora, para agradar ao povo, a prisão do próprio Pedro. Ele guardado e acorrentado na prisão, quando ouve a voz do Anjo que lhe diz: «Ergue-te depressa! (...) Põe o cinto e calça as sandálias. (...) Cobre-te com a capa e segue-me» (At 12, 7-8). Caiem-lhe as cadeias, e a porta da prisão abre-se sozinha. Pedro dá-se conta de que o Senhor o «arrancou das mãos de Herodes»; dá-se conta de que Deus o libertou do medo e das cadeias. Sim, o Senhor liberta-nos de todo o medo e de todas as cadeias, para podermos ser verdadeiramente livres. 

Aqui está um problema que nos toca disse Francisco dirigindo aos bispos: o problema do medo e dos refúgios pastorais. 

Pergunto-me: Nós, amados Irmãos Bispos, temos medo? De que é que temos medo? E, se o temos, que refúgios procuramos, na nossa vida pastoral, para nos pormos a seguro? Procuramos porventura o apoio daqueles que têm poder neste mundo? Ou deixamo-nos enganar pelo orgulho que procura compensações e agradecimentos, parecendo-nos estar seguros com isso? Onde pomos a nossa segurança? 

O testemunho do Apóstolo Pedro - continuou o Papa - lembra-nos que o nosso verdadeiro refúgio é a confiança em Deus: esta afasta todo o medo e torna-nos livres de toda a escravidão e de qualquer tentação mundana. 

Hoje nós – o Bispo de Roma e os outros Bispos, especialmente os Metropolitas que receberam o Pálio – sentimos que o exemplo de São Pedro nos desafia a verificar a nossa confiança no Senhor.

Pedro experimentou que a fidelidade de Deus é maior do que as nossas infidelidades, e mais forte do que as nossas negações. Dá-se conta de que a fidelidade do Senhor afasta os nossos medos e ultrapassa toda a imaginação humana. 

Hoje, Jesus faz a mesma pergunta também a nós: «Tu amas-Me?». E faz isso precisamente porque conhece os nossos medos e as nossas fadigas. E Pedro indica-nos o caminho: confiar n’Ele, que «sabe tudo» de nós, confiando, não na nossa capacidade de Lhe ser fiel, mas na sua inabalável fidelidade. Jesus nunca nos abandona é fiel. 

A fidelidade que Deus, sem cessar, nos confirma também a nós, Pastores, independentemente dos nossos méritos, é a fonte de nossa confiança e da nossa paz. 

E Pedro deve contentar-se com o amor de Jesus. Esta experiência de Pedro encerra uma mensagem importante também para nós, amados irmãos Arcebispos. Hoje, o Senhor repete a mim, a vós e a todos os Pastores: Segue-Me! Não percas tempo em questões ou conversas inúteis; não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no essencial e segue-Me. 

Segue-Me, não obstante as dificuldades. Segue-me na pregação do Evangelho. Segue-Me no testemunho duma vida que corresponda ao dom de graça do Batismo e da Ordenação. Segue-Me quando falas de Mim às pessoas com quem vives dia-a-dia, na fadiga do trabalho, do diálogo e da amizade. Segue-Me no anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos últimos, para que a ninguém falte a Palavra de vida, que liberta de todo o medo e dá a confiança na fidelidade de Deus. Segue-Me. (SP)

do site da Rádio Vaticano 

sábado, 28 de junho de 2014

TU ES PETRUS


HORÁRIO DE MISSAS NA IGREJA DA CONSOLAÇÃO PARA O DIA 29 DE JUNHO DE 2014

Devido a Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos, sendo São Pedro, padroeiro da Cidade e Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, na Igreja de Nossa Senhora da Consolação, no dia 29 de junho de 2014, domingo, somente terá Missa às 6h30, sendo suspensas as Missas das 17h e das 19h, somente nesse domingo.

28 DE JUNHO DE 2014 - SÁBADO

19 horas - Missa das Vésperas da Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos

29 DE JUNHO DE 2014 - DOMINGO

6h30 - Missa do dia da Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos

17 horas - Procissão com saída da Igreja/Catedral de São Pedro em direção ao Pavilhão da Ilha da Luz

18 horas - Missa Solene da Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos, presidida por Dom Frei Dario Campos, O.F.M., concelebrada pelos bispos da Província Eclesiástica do estado do Espírito Santo, demais sacerdotes, diáconos, religiosos, consagrados, seminaristas e todo o Povo de Deus.

REFLEXÃO PARA SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, APÓSTOLOS


Cidade do Vaticano - (RV) - Quando queremos ouvir bem uma estação de rádio ou um telefonema, nos envolvemos em silêncio para que possamos detectar o sinal que desejamos e receber a mensagem a nós dirigida. Do mesmo modo, quando queremos ouvir o Senhor, perceber sua presença, é necessário nos afastarmos do burburinho diário para, no silêncio, reconhecer a presença do divino interlocutor.

Pedro reconhece em Jesus o Messias porque, afastado das circunstâncias comuns do dia, estava tão livre de apegos e tão aberto a Deus que pode reconhecer a verdadeira identidade de Jesus Cristo.

Nesse encontro com Deus, Simão recebe sua grande missão, encontra sua vocação: ser pedra, Pedro, aquele que deverá confirmar a fé de seus irmãos.

Também nós, se quisermos identificar nossa missão, nossa vocação, será necessário penetrarmos no silêncio da oração para ouvirmos o Senhor nos indicando o caminho a ser seguido. E essa escuta é feita não uma única vez, mas sempre. O Senhor não irá mudar nossa vocação, mas irá atualizá-la, torná-la própria para o mundo e o momento em que vivemos.

Paulo, em sua carta a Timóteo, revê sua resposta à sua vocação. Ele reconhece que foi fiel à missão, que anunciou o Evangelho de Cristo ao mundo. Revê todas as vicissitudes por que passou, o quanto sofreu por causa de sua missão. Ao mesmo tempo em que vê que foi fiel, Paulo é humilde. Agradece a Deus sua fidelidade à vocação e o cumprimento da missão. 

Do mesmo modo, quando examinamos nossa atuação cristã, deveremos perceber que foi a graça de Deus que nos fez sermos fiéis. 

Pedro e Paulo foram as duas colunas da Igreja, mas o foram não por seus próprios méritos, mas por fidelidade à graça recebida. Que também nós, vivendo uma grande humildade e obediência, permitamos que o Espírito aja em nosso querer e agir. Assim, poderemos louvar e agradecer ao Senhor por nos ter convidado a tomarmos parte em sua missão redentora e nos ter tornados fiéis, mesmo envolvidos por diversas dificuldades.

MISSA NA COMUNIDADE ECLESIAL DE BASE "IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA" - BAIRRO VILA RICA


A Igreja, após celebrar a Festa do Sagrado Coração de Jesus, celebra nesta sábado, 28 de junho de 2014, a Festa do Imaculado Coração de Maria. A Paróquia Nossa Senhora da Consolação possui uma comunidade eclesial de base dedicada ao coração da Virgem Maria, localizada no Bairro Vila Rica e por isso está em festa!

MISSA DA FESTA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Dia: 28 de junho de 2014

Horário: 19 horas

Local: Capela da Comunidade Eclesial de Base "Imaculado Coração de Maria", no Bairro Vila Rica

Participe com essa animada Comunidade!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

NOVENA DE SÃO PEDRO, APÓSTOLO


Neste dia 27 de junho de 2014, Festa do Sagrado Coração de Jesus, a Paróquia Nossa Senhora da Consolação participa do 8º (oitavo) dia da Novena em honra a São Pedro, apóstolo, com Celebração Eucarística, às 19h30, na Igreja/Catedral de São Pedro. A Celebração Eucarística será presidida pelo pároco Frei Agostinho Morosini, O.A.R.

DEUS, UM PAI ETERNO QUE NOS CONDUZ PELA MÃO: A MISSA DO PAPA NA SANTA MARTA


Cidade do Vaticano (RV) - Para comunicar o seu terno amor de Pai ao homem, Deus precisa que o homem se faça pequeno. É o pensamento que o Papa Francisco desenvolveu na sua homilia na missa desta manhã na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra o Sagrado Coração de Jesus.

Não espera, mas dá, não fala mas age. Não há sombra de passividade no modo que o Criador tem de entender o amor por suas criaturas. O Papa Francisco explica no início de sua homilia na qual ele se detém sobre o “coração” de Jesus, celebrado na liturgia de hoje. Deus, disse o Santo Padre: “nos dá a graça, a alegria de celebrar no coração de seu Filho as grandes obras de seu amor. Podemos dizer que hoje é a festa do amor de Deus em Jesus Cristo, do amor de Deus por nós, do amor de Deus em nós”:

“Há duas características do amor. Em primeiro lugar, o amor está mais no dar do que no receber. A segunda característica: o amor está mais nas obras do que nas palavras. Quando dizemos que é mais no dar do que no receber, é que o amor se comunica: sempre, comunica. E é recebido pelo amado. E quando dizemos que é mais nas obras do que nas palavras, o amor sempre dá vida, faz crescer”.

Mas para “entender o amor de Deus”, o homem tem necessidade de buscar uma dimensão inversamente proporcional à imensidão: é a pequenez, disse o Papa, “a pequenez do coração”. Moisés, recorda o Santo Padre, explica ao povo hebreu que foi eleito por Deus porque era “o menor de todos os povos”. Enquanto Jesus no Evangelho louva o Pai “porque escondeu as coisas divinas aos sábios e as revelou aos pequenos”. Portanto, observa Francisco, o que Deus busca com o homem é uma “relação de pai-criança”, o “acaricia”, lhe diz: Eu estou com você”:

“Esta é a ternura do Senhor, no seu amor; isto é aquilo que Ele nos comunica e dá a força à nossa ternura. Mas se nós nos sentimos fortes, jamais experimentaremos o carinho do Senhor, os carinhos do Senhor, tão belos...tão belos. ‘Não temer, estou contigo, seguro tua mão…’. São todas palavras do Senhor que nos fazem entender aquele misterioso amor que Ele tem por nós. E quando Jesus fala de si mesmo, diz: ‘Eu sou manso e humilde de coração’. Também Ele, o Filho de Deus, se diminui para receber o amor do Pai”.

Outro sinal especial do amor de Deus é que nos amou por “primeiro”. Ele está sempre “antes de nós”, “Ele nos espera”, garante o Papa Francisco, que termina pedindo a Deus a graça “de entrar neste mundo tão misterioso, de maravilhar-nos e sentir paz com este amor que se comunica, que nos dá a alegria e nos acompanha no caminho da vida como uma criança, dando-nos a mão”:

“Quando nós chegamos, Ele está ali. Quando nós o procuramos, Ele nos procurou por primeiro. Ele está sempre diante de nós, nos espera para receber-nos no seu coração, no seu amor. E essas duas coisas podem nos ajudar a entender este mistério do amor de Deus para conosco. Para expressar-se, precisa da nossa pequenez, do nosso diminuir-se. E também precisa do nosso estupor quando o procuramos e o encontramos ali, que nos espera”.

MÚSICA: CORAÇÃO DE JESUS (ROBERTO CARLOS)


FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS


Nesta sexta-feira, 27 de junho de 2014, a Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus, e a Paróquia Nossa Senhora da Consolação possui uma Comunidade Eclesial de Base, localizada no Bairro Basílio Pimenta, cujo Padroeiro é o Sagrado do Coração de Jesus.

MISSAS NA COMUNIDADE ECLESIAL DE BASE DO
 SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS 
Bairro Basílio Pimenta

Dia: 27 de junho de 2014

Horários: 10h30 e às 19h30

Venha e participe!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

FALECEU O ARCEBISPO METROPOLITANO DE CURITIBA

A Arquidiocese Metropolitana de Curitiba comunicou, com imenso pesar, o falecimento do Arcebispo Metropolitano, Dom Moacyr José Vitti, C.S.S., falecido nesta tarde, 26 de junho de 2014, por volta das 13h40, na residência episcopal.

Dom Moacyr José Vitti nasceu no dia 30 de novembro de 1940, no bairro Santana, Piracicaba/SP. Filho de João Vitti e Sophia Vitti, já falecidos em Americana.

Entrou para o Seminário Estigmatinos em 17 de janeiro de 1953. Estudou em Ribeirão Preto, fez o noviciado em 1960 e a primeira profissão religiosa no município Casa Branca/ SP. Cursou Filosofia e Teologia no Instituto Estigmatinos de Campinas. Fez sua profissão perpétua em 9 de dezembro de 1963 e foi ordenado sacerdote na Capela da Santíssima Trindade, em Campinas/ SP, em 16 de dezembro de 1967.

Trabalhou por seis anos na Pastoral Vocacional e foi conselheiro provincial. Depois, por mais seis anos foi vice-geral da Congregação dos Estigmatinos em Roma e em seguida provincial da Província de Santa Cruz no Brasil.

Doutorou-se em Teologia na Universidade Angelicum, de Roma. Sua nomeação como bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba ocorreu no dia 18 de novembro de 1987. A ordenação episcopal realizou-se em Americana/SP no dia 3 de janeiro de 1988.

A nomeação de bispo diocesano de Piracicaba/SP ocorreu no dia 15 de maio de 2002, no ano Jubilar de Ouro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB. Em 19 de maio de 2004, Dom Moacyr foi nomeado arcebispo de Curitiba, tomando posse no dia 18 de junho na Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

CONFIRA O INSTRUMENTO DE TRABALHO DO SÍNODO SOBRE A FAMÍLIA


Cidade do Vaticano (RV) - “A família é um elemento essencial para todo e qualquer progresso humano e social sustentável”: este é o tuíte do Papa Francisco, neste dia em que foi divulgado o texto preparatório – o chamado “Instrumento de trabalho” - do Sínodo extraordinário de outubro próximo, que terá como tema “Os desafios pastorais da família, no contexto da evangelização”. 

Numa coletiva de imprensa, ao meio-dia, foi apresentado este texto, divulgado nas seis línguas oficiais do Sínodo: alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e português. O Instrumento de trabalho está disponível no endereço:


O documento contém e sintetiza as respostas ao questionário sobre os temas do matrimônio e da família, contido no Documento preparatório ao Sínodo, publicado em novembro de 2013.

A primeira parte - "Comunicar o Evangelho da família hoje" – reitera antes de tudo o "dado bíblico" da família, baseada no matrimônio entre homem e mulher, criados à imagem e semelhança de Deus e colaboradores do Senhor no acolhimento e transmissão da vida. 

Uma reflexão específica é dedicada à dificuldade de compreender o significado e o valor da "lei natural", colocada na base da dimensão esponsal entre o homem e a mulher. Para muitos, "natural" é sinônimo de "espontâneo", o que comporta que os direitos humanos são entendidos como a autodeterminação do sujeito individual que tende à realização dos próprios desejos. 

Outro grande desafio indicado pelo texto é a privatização da família, que já não é entendida como um elemento ativo da sociedade e a sua célula fundamental. Por esta razão, é necessário que os núcleos familiares sejam tutelados pelo Estado e recuperem o seu papel de sujeitos sociais nos diferentes contextos: trabalho, educação, saúde, defesa da vida. 

A segunda parte do Instrumento de Trabalho - "A pastoral da família diante dos novos desafios" - chega ao coração dos desafios pastorais de hoje. 

São muitas as situações críticas que a família deve enfrentar hoje: fraqueza da figura paterna, fragmentação devida a divórcios e separações, violências e abusos contra as mulheres e crianças ("um dado realmente muito preocupante que interroga toda a sociedade e a pastoral familiar da Igreja"), tráfico de menores, drogas, alcoolismo, dependência do jogo e também a dependência das redes sociais, que impede o diálogo em família e rouba o tempo livre para as relações interpessoais. 

O documento sinodal destaca também o impacto do trabalho sobre a vida familiar: horários extenuantes, insegurança no emprego, flexibilidade que envolve longos trajetos, ausência do repouso dominical dificultam a possibilidade de estar juntos, em família. 

O documento enfrenta, depois, as situações pastorais difíceis e sublinha que a coabitação e as uniões de fato são muitas vezes devidas a uma deficiência de formação sobre o matrimônio, a percepção do amor apenas como "um fato privado", o medo do empenho conjugal entendido como perda da liberdade individual. 

O documento dedica também uma grande parte às "situações de irregularidade canônica", porque as respostas recebidas estão sobretudo focalizadas nos divorciados e casados novamente. Em geral, põe-se em destaque o número consistente daqueles que vivem com "negligência" de tal condição e não pedem, portanto, para se aproximarem da Eucaristia e da reconciliação. 

Em certos casos, algumas Conferências episcopais pedem novos instrumentos para abrir a possibilidade de exercer "misericórdia, clemência e indulgência" para com as novas uniões. 

Instrumentum mostra que, para as situações difíceis que a Igreja não deve assumir uma atitude de juiz que condena, mas a de uma mãe que sempre acolhe os seus filhos, sublinhando que "não aceder aos sacramentos não significa ser excluído da vida cristã e da relação com Deus"

A propósito das uniões entre pessoas do mesmo sexo, se põe em evidência que todas as Conferências Episcopais dizem não à introdução de uma legislação que permite tal união "redefinindo" o matrimônio entre homem e mulher. Pede-se, contudo, uma atitude respeitosa e de não-julgamento em relação a estas pessoas, enquanto se destaca a falta de programas pastorais a este respeito, uma vez que se trata de fenômenos recentes.

A terceira parte do documento – “A abertura à vida e à responsabilidade educativa” – faz notar antes de mais que é pouco conhecida na sua dimensão positiva a doutrina da Igreja sobre a abertura à vida da parte dos esposos, pelo que é considerada como uma ingerência na vida do casal e uma limitação à autonomia da consciência. Daqui a confusão que se cria entre os contraceptivos e os métodos naturais de regulação da fertilidade. Relativamente à profilaxia contra a Aids, é necessário que a Igreja explique melhor a sua posição, também para contrastar algumas “reduções caricaturais” dos meios de comunicação e para evitar reduzir o problema a uma mera questão “técnica”, quando na realidade se trata de “dramas que marcam profundamente a vida de inumeráveis pessoas”.

O “Instrumento de trabalho” para a preparação e o debate da assembleia sinodal de outubro próximo se conclui com a Oração à Sagrada Família, escrita pelo Papa e por ele mesmo recitada por ocasião do Angelus de 29 de dezembro passado, festa da Santa Família de Nazaré.

PAPA: JESUS AQUECE O CORAÇÃO DO POVO


Cidade do Vaticano (RV) - O povo segue Jesus porque reconhece que é o Bom Pastor: foi o que sublinhou o Papa Francisco na missa desta manhã de quinta-feira na Casa Santa Marta. O Pontífice chamou a atenção para aqueles que reduzem a fé a moralismo, perseguem uma libertação política ou buscam acordos com o poder.
 
Por que tantas pessoas seguiam Jesus? É a pergunta da qual o Papa Francisco desenvolveu a sua homilia centrada sobre o povo e o ensinamento do Senhor. Jesus, observou o Santo Padre, era seguido pelas multidões porque “elas estavam admiradas com seu ensinamento”, as suas palavras “criavam admiração em seus corações, a admiração de encontrar algo de bom, grande”. Os outros, ao invés “falavam, mas não chegavam até as pessoas”. O Papa então enumerou quatro grupos de pessoas que falavam na época de Jesus: primeiro, os fariseus. Esses, disse, “Faziam do culto de Deus, da religião, uma série mandamentos e dos dez que existiam” criavam “mais de trezentos”, carregamento “este peso” sobre os ombros do povo. Era, acrescentou, “uma redução da fé no Deus vivo” à “casuística”. E havia também “contradições da casuística mais cruel”:

Mas você tem que - por exemplo - realizar o quarto mandamento!’; ‘Sim, sim, sim'; “Deve dar de comer ao seu pai idoso, à sua mãe idosa'; “Sim, sim, sim'; “Mas o senhor sabe, eu não posso, porque eu dei o meu dinheiro para o templo!'; “Você não faz isso? E os pais estão morrendo de fome!'Então: são as contradições da casuística mais cruel. As pessoas as respeitavamporque as pessoas são respeitosasRespeitavam-nas, mas não as ouviam! E iam embora ... "

Outro grupo, disse Francisco, era o dos Saduceus. “Eles - observou - não tinham fé, tinham perdido a fé! O seu trabalho religioso eles faziam na estrada dos acordos com os poderes: os poderes políticos, os poderes econômicos. Eram homens de poder”. Um terceiro grupo, prosseguiu, “era o dos revolucionários” ou seja, dos zelotas que “queriam fazer a revolução para libertar o povo de Israel da ocupação romana”. O povo, no entanto, observou o Papa, “tem bom senso e sabe distinguir quando a fruta está madura, e quando não está! E não os seguiam. “O quarto grupo, continuou Francisco, era o grupo de “gente boa: eram os “Essênios”. Eles eram monges que consagravam suas vidas a Deus. No entanto, advertiu, “eles estavam longe das pessoas e as pessoas não podiam segui-los”.

Essas eram as vozes que chegavam ao povo, afirmou o Papa, e nenhuma delas tinha a força de aquecer o coração”. “Mas Jesus, sim! As multidões ficavam impressionadas: ouviam Jesus, e o coração se aquecia. Cristo, reiterou Francisco, se aproximava do povo e entendia suas dificuldades, não tinha vergonha de falar com os pecadores. Pelo contrário, sentia prazer em fazê-lo. E isso porque Jesus é o Bom Pastor, e as ovelhas ouvem sua voz e o seguem:

É por isso que o povo seguia Jesus, porque era o Bom Pastor. Não era nem um fariseu casuístico moralista, nem um saduceu que fazia negócios políticos com poderosos, nem um guerreiro que buscava a libertação política do seu povo, nem um contemplativo do mosteiro. Era um pastor! Um pastor que falava a língua do seu povo, comunicava, dizia a verdade, as coisas de Deus: jamais as negociava! Mas as dizia de tal modo que o povo amava as coisas de Deus. Por isso O seguia.

“Jesus jamais se afastou do povo e do seu Pai”, disse ainda o Papa. Justamente por estar tão unido a Ele, era próximo do povo”. Cristo “tinha esta autoridade e, por isso, o povo o seguia”. Contemplando o Bom Pastor, convidou Francisco, nos fará bem pensar sobre quem gostamos de seguir:

‘Quem eu gosto de seguir?’. Os que me falam de coisas abstratas ou de casuísticas morais; os que se dizem do povo de Deus, mas não têm fé e negociam tudo com os poderes políticos, econômicos; os que querem sempre fazer coisas estranhas, destrutivas, guerras ditas de libertação, mas que no final não são os caminhos do Senhor; ou um contemplativo distante? Quem gostamos de seguir?

“Que esta pergunta – concluiu o Papa – nos leve até a oração e nos faça pedir a Deus, o Pai, que nos faça chegar até Jesus para segui-Lo, para nos maravilhar com aquilo que Jesus nos diz”.

Fonte: Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/06/26/papa:_jesus_aquece_o_cora%C3%A7%C3%A3o_do_povo/bra-809408 do site da Rádio Vaticano 

FREI SÉRGIO PERES LANÇA LIVRO NO PALÁCIO ANCHIETA

No Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado do Espírito Santo, aconteceu na noite do dia 25 de junho de 2014, às 19h, o lançamento de sete (7) livros inéditos voltados à história do Espírito Santo. O evento foi promovido pela Secretaria de Estado da Cultura - SECULT e do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo (APEES), em parceria com o Instituto Sincades.

Nesse evento a pesquisa de Frei Sérgio Peres de Paula, O.A.R. foi transformada em um livro com o título: "Fazenda do Centro: Imigração e Colonização Italiana no Sul do Espírito Santo".

O livro apresenta as histórias e vivências que envolvem a "Fazenda do Centro", adquirida na primeira década do século XX pela Ordem dos Agostinianos Recoletos, no município de Castelo, permanecem nas lembranças dos moradores da região. A imponência e a beleza arquitetônica do casarão e as relações sociais ali mantidas entre os fazendeiros, os visitantes, os escravos e posteriormente os imigrantes italianos, permitem analisar o cotidiano local com suas interações, conflitos e características culturais. São essas as memórias que o livro trazem à cena.

A Paróquia Nossa Senhora da Consolação parabeniza Frei Sérgio Peres de Paula, O.A.R. pelo trabalho de pesquisa e pelo empenho de estudar e aprofundar a temática "Fazenda do Centro".

Fonte: Secretaria de Estado da Cultura do Estado do Espírito Santo





SESSÃO SOLENE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM HOMENAGEIA FREI AGOSTINHO MOROSINI

Aconteceu na noite do dia 25 de junho de 2014, no Jaraguá Tênis Clube, em Cachoeiro de Itapemirim, a Sessão Solene da Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, em ocasião da Festa da Cidade. Nessa sessão muitos cidadãos foram homenageados com diversos títulos e comendas ofertas pelo Poder Legislativo do Município de Cachoeiro de Itapemirim, dentre os quais o pároco da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, Frei Agostinho Morosini, O.A.R., que recebeu título de Cidadão Cachoeirense.

A Cidadania Cachoeirense foi indicação do Vereador Lucas Moulais, sendo aprovado pelo Pleno da Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim e entregue pelo Edil a Frei Agostinho Morosini, na noite que deu início aos festejos máximos da cidade.

Mais fotos no endereço: www.facebook.com/paroquiadaconsolacao




quarta-feira, 25 de junho de 2014

CONVITE PARA SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

No próximo domingo, 29 de junho, é dia da Solenidade de São Pedro e São Paulo, apóstolos. Sendo São Pedro, padroeiro da Cidade e da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, portanto, nesse dia, acontecerá a Missa Solene para celebrar o nosso padroeiro com procissão saindo da Igreja/Catedral, às 17h, em direção ao Pavilhão de Eventos da Ilha da Luz, onde acontecerá a Celebração Eucarística, por volta das 18h, presidida pelo bispo diocesano Dom Frei Dario Campos, O.F.M., concelebrada pelos bispos da Província Eclesiástica do estado do Espírito Santo, que se fizerem presentes, e por demais sacerdotes, diáconos, seminaristas, religiosos, consagrados e do o Povo de Deus.

Nesse domingo, 29 de junho, na Igreja Nossa Senhora da Consolação, somente haverá Missa às 6h30, para que no período da tarde/noite todos possam participar da Missa Solene em honra ao padroeiro da cidade e diocese.

Os Ministros Extraordinários da Pregação da Palavra de Deus e da Distribuição da Eucaristia devem comparecer à Igreja/Catedral com suas opas, para participarem da procissão paramentados.

DIA 29 DE JUNHO DE 2014 - DOMINGO
SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, APÓSTOLOS
DIOCESE DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM

17 horas - Procissão com saída na Igreja/Catedral de São Pedro

18 horas - Missa Solene no Pavilhão de Eventos da Ilha da Luz

VENHA CELEBRAR E FESTEJAR NOSSO PADROEIRO

VIVA SÃO PEDRO, APÓSTOLO!

NOVENA DE SÃO PEDRO, APÓSTOLO

A Paróquia Nossa Senhora da Consolação participará do 8º dia da Novena em honra a São Pedro, Apóstolo, na Igreja/Catedral de São Pedro, Apóstolo, em Cachoeiro de Itapemirim, no próximo dia 27 de junho, sexta-feira, às 19h30, com a Celebração Eucarística, portanto todos os paroquianos e fiéis devotos de São Pedro, Apóstolo, estão convidados a participarem desse momento de ação de graças e festivo.

São Pedro, Apóstolo é o padroeiro da Cidade e da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, cuja festa máxima será celebrada no dia 29 de junho, domingo.

AUDIÊNCIA: SER CRISTÃO É PERTENCER E VIVER NA IGREJA


Cidade do Vaticano (RV) - Mais de 40 mil peregrinos, apesar do tempo instável, lotaram esta manhã a Praça S. Pedro para a Audiência Geral, a última deste mês de junho. 

Agora, o encontro público das quartas-feiras do Papa com os fiéis será retomado em agosto, após o tradicional período de repouso do verão europeu.

De fato, devido ao calor e à ameaça de chuva, Francisco saudou os doentes antes do início da Audiência, na Sala Paulo VI, rezando com eles uma Ave-Maria. Já em meio à multidão, na Praça, o Pontífice prosseguiu o ciclo de catequeses sobre a Igreja, falando da pertença do cristão ao corpo eclesial.

Não estamos isolados, cada um vivendo sua identidade por conta própria, explicou Francisco. “Se o nome é ‘sou cristão’, o sobrenome é ‘pertenço à Igreja’. A nossa identidade é pertença.”

Nesse sentido, prosseguiu o Papa, nosso sentimento é de gratidão por aqueles que nos precederam e nos acolheram na Igreja. 

Ninguém se torna cristão sozinho. Não é criado em laboratório. É parte de um povo que vem de longe. Se cremos, é porque outros, antes de nós, viveram a fé e a transmitiram.” Todos nós temos um familiar ou um pároco que nos introduziu nesta família, ensinando-nos a base da nossa fé. No caso de Francisco, ele contou que se lembra sempre de uma freira que lhe ensinou o catecismo.

Este caminho, recordou, pode ser vivido não somente graças a outras pessoas, mas com outras pessoas. 

Na Igreja, não existe o ‘agir por si’, não existem jogadores na função de “líbero”. Quantas vezes o Papa Bento descreveu a Igreja como um “nós” eclesial! Às vezes se ouve alguém dizer que acredita em Deus, em Jesus, mas não na Igreja. Quem considera possível ter uma relação pessoal, direta, imediata com Cristo fora da comunhão e da mediação da Igreja. Trata-se de tentações perigosas e nocivas. São, como dizia Paulo VI, dicotomias absurdas”, disse o Papa, reconhecendo todavia quão exigente possa ser o “caminhar junto” devido ao comportamento de alguns irmãos.

Mas o Senhor confiou a sua mensagem de salvação a pessoas humanas; e é nos nossos irmãos e irmãs, com seus dons e limites, que Ele nos vem ao encontro e se faz reconhecer. E isso significa pertença à Igreja.

O Pontífice concluiu pedindo a Nossa Senhora que nos conceda a graça de jamais cair na tentação de pensar que podemos prescindir dos outros e da Igreja, salvando-nos sozinhos. “Pelo contrário, não podemos amar a Deus sem amar os irmãos, fora da Igreja; não se pode estar em comunhão com Ele sem estar em comunhão com a Igreja, e não podemos ser bons cristãos se não junto com todos aqueles que tentam seguir o Senhor Jesus, como um só povo, um único corpo.

Após a catequese, o Papa saudou os inúmeros grupos oriundos de vários países. Aos lusófonos, disse: "Com cordial afeto, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em especial o grupo brasileiro de Nossa Senhora da Consolata, em São Manoel, e os fiéis do Santuário de Nossa Senhora do Porto, em Portugal. Irmãos e amigos, estais em boas mãos, estais nas mãos da Virgem Maria. Ela vos proteja da tentação de prescindir dos outros, de pôr a Igreja de lado, de pensar em salvar-vos sozinhos. Rezai por mim! Que Deus vos abençoe!"

REESTRUTURAÇÃO DA PROVÍNCIA ECLESIÁSTICA DE CUIABÁ

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco aprovou a reestruturação da Província Eclesiástica de Cuiabá (MT).


A Diocese de Guiratinga foi suprimida, sendo seu território desmembrado entre as circunscrições eclesiásticas de Rondonópolis, Barra do Garças e Paranatinga. O Pontífice erigiu canonicamente a Diocese de Primavera do Leste – Paranatinga e modificou a denominação da Diocese de Rondonópolis para Rondonópolis – Guiratinga.

O Papa nomeou primeiro Bispo da nova Diocese de Primavera do Leste – Paranatinga Dom Derek John Christopher Byrne, S.P.S., até então Bispo de Guiratinga (a Diocese suprimida). Dom Derek é irlandês e foi nomeado Bispo em dezembro de 2008. 
A Diocese de Primavera do Leste – Paranatinga tem uma superfície de 98.056 km², com 170 mil habitantes. Destes, cerca de 127 mil são católicos, distribuídos em 17 paróquias.

terça-feira, 24 de junho de 2014

PAPA CITA OS 3 VERBOS DO CRISTÃO: "PREPARAR, DISCERNIR E DIMINUIR", COMO SÃO JOÃO


Cidade do Vaticano (RV) – “O cristão não anuncia si mesmo, mas o Senhor”. Foi o que disse o Papa na missa matutina na Casa Santa Marta, na solenidade da Natividade de São João Batista. O Papa também se centrou nas vocações do “maior dos profetas”: preparar, discernir, diminuir. 

Preparar a chegada do Senhor, discernir quem é o Senhor, diminuir para que o Senhor cresça. O Papa indicou nestes três verbos as vocações de João Batista, modelo sempre atual para os cristãos. Francisco lembrou que João preparava o caminho para Jesus “sem tomar nada para si. Era um homem importante: “o povo o procurava, o seguia, porque as palavras de João eram fortes”, iam ao coração. Ele até teve a tentação de acreditar ser importante, mas não cedeu. Quando os doutores da lei se aproximaram e perguntaram se ele era o Messias, João respondeu: “Sou voz, somente voz, mas vim preparar o caminho ao Senhor”. esta é a primeira vocação do Batista – evidenciou o Papa: “Preparar o povo, o coração do povo para o encontro com o Senhor. Mas quem é o Senhor?”.

E esta é a segunda vocação de João: discernir, em meio a tanta gente boa, quem era o Senhor. O Espírito lhe revelou e ele teve a coragem de apontar: é este. "Este é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo". Os discípulos olharam ao homem e o deixaram ir. No dia seguinte, aconteceu a mesma coisa. “É aquele! É mais digno que eu!”. Os discípulos foram atrás Dele. Na preparação, João dizia: “Atrás de mim, virá ele...” No discernimento, diz: “Na minha frente.. é ele!”.

A terceira vocação de João, prosseguiu, é diminuir. A partir daquele momento, “a sua vida começou a se reduzir, a diminuir para que o Senhor crescesse, até aniquilar a si mesmo: “Ele deve crescer, eu diminuir”. “Atrás de mim, na minha frente, longe de mim”: 

“E esta foi a etapa mais difícil de João, porque o Senhor tinha um estilo que ele não tinha imaginado, a ponto de que na prisão – porque estava preso naquele tempo – sofreu não somente a escuridão da cela, mas o breu no seu coração: ‘Mas, será isto? Não errei? Porque o Messias tem um estilo muito simples… Não se entende…’. E já que era homem de Deus, pede aos seus discípulos que perguntem a Ele: ‘Mas, és Tu realmente, ou devemos esperar outro Messias?’.

“A humilhação de João – constatou - é dúplice: a humilhação da sua morte, como preço de um capricho”, mas também a humilhação “da escuridão da alma”. João que soube “esperar” Jesus, que soube “discernir”, “agora vê Jesus distante”. “Aquela promessa – reiterou o Papa – se afastou. E acaba só. Na escuridão, na humilhação”. Permanece só “porque se aniquilou tanto para que o Senhor crescesse”. João, disse ainda, vê o Senhor que está “distante” e ele “humilhado, mas com o coração em paz”:

“Três vocações num homem: preparar, discernir, deixar crescer o Senhor e diminuir a si mesmo. É belo pensar a vocação do cristão assim. Um cristão não anuncia si mesmo, anuncia outro, prepara o caminho a outro: ao Senhor. Um cristão deve saber discernir, deve conhecer como discernir a verdade daquilo que parece verdade, mas não é: homem de discernimento. E um cristão deve ser um homem que saiba diminuir-se para que o Senhor cresça, no coração e na alma dos outros”. 

A SAÚDE DO PAPA


Cidade do Vaticano (RV) – “Especulações completamente sem fundamento”: assim o Diretor da Rádio Vaticano e da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, responde às notícias publicadas recentemente pela imprensa de que o Papa Francisco estaria doente depois de cancelar ou reduzir alguns compromissos de sua agenda.

Leia a seguir a entrevista exclusiva que o Pe. Lombardi concedeu ao Programa Brasileiro.

Programa Brasileiro:- Pe. Lombardi, partimos de um fato destes dias: parte da imprensa brasileira tem especulado sobre a saúde do Papa, com ilações de que Francisco não estaria muito bem. O que o senhor pode nos dizer a esse respeito:

Pe. Lombardi:- São especulações completamente sem fundamento. Em parte, essas especulações se devem ao fato que publicamos qual é a atividade do Papa durante o período de verão (europeu), portanto, a redução de seus compromissos habituais neste período. Isso significa que não haverá as audiências gerais do mês de julho e as missas na Casa Santa Marta nos meses de julho e agosto. Isso foi interpretado por alguns como redução dos compromissos por motivo de saúde. Isso é absolutamente desprovido de razão, porque é exatamente a mesma coisa que se fez no ano passado, em que não houve as missas da manhã durante todo o mês de julho e de agosto e não houve as audiências gerais durante todo o mês de julho e, inclusive, foram depois suspensas também durante o mês de agosto porque havia poucas inscrições. Então isso é normal, não há nenhum motivo particular de saúde do Papa. Aproveito para recordar que também seus predecessores faziam o mesmo tipo de redução dos compromissos durante o período do verão. João Paulo ia para lugares de montanha durante o mês de julho e não fazia nenhuma audiência geral. Também Bento XVI ia para Castel Gandolfo, e as audiências gerais eram suspensas durante o mês de julho. Portanto, se trata de algo absolutamente normal feito pelos predecessores. Uma redução dos compromissos do Papa é também uma redução do trabalho de seus colaboradores. O Papa não está sozinho no Vaticano ou na Igreja: toda iniciativa do Papa envolve muitas pessoas que trabalham em função dos compromissos do Santo Padre, que devem desempenhar vários serviços relacionados à atividade do Papa. Devem receber os pedidos de participação nas audiências, distribuir os bilhetes, dispor as cadeiras, colocar as coisas em ordem, limpar, em suma, fazer tantas coisas. Inclusive para as missas que celebra na Casa Santa Marta várias pessoas trabalham quer para a preparação, quer para a realização e o acolhimento dos grupos todas as manhãs. O Papa sabe que também essas pessoas precisam repousar de vez em quando. O Papa e seus colaboradores devem ter um ritmo humano de trabalho. É justo que, durante o período de verão, haja uma redução dos compromissos.

É algo absolutamente normal e não há nenhum motivo de saúde. Noto que o Papa Francisco decidiu, como no ano passado, permanecer na Santa Marta durante o verão. Não ir para fora de Roma, mas ter um período com menos compromissos públicos que lhe permite fazer outro tipo de trabalho, de reflexão, de oração, com um ritmo mais calmo, mas também que lhe permite pensar, escrever. Nos meses de verão do ano passado, o Papa escreveu a Evangelii Gaudium, que é um grande documento, muito importante para toda a Igreja. Certamente, houve a oportunidade para que pudesse pensá-lo e escrevê-lo. Se todos os dias ele tiver audiências, colóquios e outras coisas, nunca terá tempo para pensar em algum documento ou em alguma reflexão mais aprofundada. Agora, sabemos que está sendo preparada uma nova Encíclica, da qual falou, sobre a proteção da criação, sobre a ecologia. Há inúmeros empenhos importantes do Papa para o próximo outono, há o Sínodo sobre a Família, outras viagens. Há pouco anunciou a viagem à Albânia. Depois há viagem à Ásia e assim por diante. Os compromissos são numerosos e também a preparação para esses empenhos requer concentração e tempo. O verão deste ano servirá para isso. Destaco ainda que, no ano passado, no mês de julho o Papa foi ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude e, depois, fez um período mais longo de descanso dos compromissos públicos em agosto. Este ano será o inverso, porque em agosto o Papa irá à Coreia, uma longa viagem em outro continente. Portanto, os compromissos serão mais reduzidos em julho, de modo que tenha um tempo de interrupção.

Programa Brasileiro:- Portanto, Pe. Lombardi, na verdade este período de verão em que não há compromissos públicos do Santo Padre, é um período ao invés em que o Papa trabalha muito, como o senhor reiterou. Há esses compromissos, há a Encíclica sobre a ecologia em preparação, certamente este período podemos prever também um tempo disponível para toda essa preparação, para a redação do documento....

Pe. Lombardi:- Não cabe a nós fazer a agenda do Papa e ditar quais trabalhos que ele tem que fazer. O Papa certamente é muito ativo, prepara documentos, faz reflexões. Mantém encontros. No ano passado, mesmo sem as audiência públicas, realizou durante o verão encontros e atividades que eram importantes para desenvolver suas reflexões. Portanto, não é certamente um tempo “vazio”, é um tempo “cheio”, mas de maneira diferente, sem os compromissos públicos que caracterizam a agenda normal: não há audiências a chefes de Estado ou a outras grandes personalidades. Não há as grandes audiências na Praça no mês de julho, porém o Papa igualmente trabalha, reza, estuda, escreve e encontra pessoas como faz habitualmente. Gostaria de acrescentar outra pequena consideração: houve dias em que o Papa suspendeu algumas audiências previstas e as adiou para outro momento. Isso aconteceu porque havia naquele dia um motivo para descansar um pouco, devido a uma leve indisposição ou outra razão. Também isso deve ser considerado absolutamente normal para uma pessoa que tem um ritmo de atividade incrível, como o Papa tem, que trabalha de manhã, à tarde, quase sempre sem interrupção. Portanto, se ele tira um momento de repouso, naturalmente deverá mexer ou adiar alguns dos compromissos assumidos. Mas isso é absolutamente normal. Se ele tivesse uma atividade muito mais reduzida, isso não aconteceria. Mas ao invés (risos), como sabemos, tem uma atividade realmente muito intensa. Como vimos, sempre retomou a atividade em tempos brevíssimos (essas interrupções foram sempre muito breves), de parte do dia, e depois retomou o ritmo normal. Quem o segue na sua atividade em Roma, ou acompanha com atenção o que ele faz, percebe que tem um ritmo de atividade enorme, intensíssimo, e isso certamente não quer dizer que está mal. Ou seja, não tem uma enfermidade; caso contrário, absolutamente não seria capaz de fazer tudo o que ele faz: a extensão das grandes audiências, as celebrações, as viagens que realizou em condições muitas vezes difíceis... E está continuando a assumir mais compromissos. Sei, por exemplo, se olharmos para o mês de setembro, praticamente em todos os domingos daquele mês já existem compromissos públicos que assumiu, como a viagem a Redipuglia (norte da Itália), uma viagem à Albânia. Em outubro, há também o Sínodo, com a celebração de inauguração, uma celebração para os novos santos canadenses, com a beatificação de Paulo VI, há ainda as canonizações que previu para o mês de novembro. Digamos, portanto, que se o Papa reduziu um pouco os empenhos de julho e de agosto, como sempre no passado, não podemos absolutamente dizer que tenha reduzido os compromissos dos meses sucessivos.

Programa Brasileiro:- Além disso, Pe. Lombardi, poderíamos dizer que quem está ao lado do Papa Francisco sabe muito bem, como já foi reiterado mais vezes, que o Pontífice é um “turbilhão”, uma pessoa que não pára nunca, da qual o senhor é naturalmente testemunha....

Pe. Lombardi:- Certamente. Creio que realmente seja impressionante a intensidade da sua atividade e da criatividade. A contínua produção de novas ideias, a vivacidade com que vive a relação com as pessoas que encontra... Não existem absolutamente elementos que deem a ideia de uma pessoa cansada ou doente. Estamos diante de uma pessoa que nos impressiona continuamente pela intensidade de seus compromissos, da sua vida, da sua vivacidade espiritual.

Fonte: Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/06/24/a_sa%C3%BAde_do_papa/bra-808961 do site da Rádio Vaticano