segunda-feira, 18 de setembro de 2017

sábado, 16 de setembro de 2017

REFLEXÃO PARA O 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM - "PERDOAR SETENTA VEZES SETE"

Cidade do Vaticano (RV) - «O tema da liturgia deste domingo continua sendo o ato de perdoar, agora refletido como necessidade para ser feliz.

O Livro do Eclesiástico nos diz que: “O rancor e o ódio são coisas detestáveis; até o pecador procura dominá-las.” “Quem se vingar encontrará a vingança do Senhor, que pedirá severas contas de seus pecados.” Quando nos deixamos levar por esses sentimentos, não só não reparamos a injustiça que nos atingiu, mas o mal irá se agravar.

Sabemos que o homem verdadeiramente religioso perdoa, e isso garante sua relação com Deus porque Deus é misericórdia e nos criou à sua imagem e semelhança. Fomos criados à imagem da misericórdia e do perdão.

“Se não tem compaixão por seu semelhante, como poderá pedir perdão pelos próprios pecados?”

O mais humano, o mais racional é perdoar as injustiças cometidas contra nós, para que Deus perdoe as nossas. O ódio, a vingança só acrescentam mágoas, dores e outros sentimentos negativos, enquanto o perdão leva à vida, à reconstrução, à liberdade. O perdão abre as portas ao diálogo, à possibilidade de aliança, “devolve ao outro o direito de ser feliz”.

No Evangelho de hoje Jesus nos diz em “perdoar setenta vezes sete” o irmão, isto é, perdoar sempre.
Apesar de textos como o do Eclesiástico estarem presentes no mundo judeu da época, era para todos muito difícil perdoar algumas faltas e principalmente se eram cometidas várias vezes pela mesma pessoa.

Também nós, alguns milênios depois, temos as mesmas dificuldades. Pedro, nesse momento, representa toda a Humanidade que pergunta ao Senhor quantas vezes se deve perdoar.

Para o Mestre, o perdão deve ser total e contínuo. Deve ser uma atitude, uma postura de vida. Para isso ele nos ensina o Pai-Nosso que diz: “Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aos que nos têm ofendido”.

Jesus conta uma parábola: um rei pediu que um de seus empregados que lhe devia uma pequena fortuna lhe pagasse. Este, evidentemente, jamais teria esse dinheiro e suplicou por perdão. O rei, compassivo, perdoou.

Contudo o empregado perdoado, ao sair da presença do rei, encontrou um companheiro que lhe devia uma quantia pequena, cerca de três salários mínimos. Ele, simplesmente, agarrou o companheiro pelo pescoço e exigiu o pagamento. Também esse fez como ele. Ficou de joelhos e pediu um tempo para pagar. Mas ele não agiu como o rei que lhe perdoara a dívida, ao contrário, mandou prender o colega. Quando o rei soube do ocorrido, ficou indignado e mandou prender o empregado, a quem chamou de servo mau e cruel.

O rei da parábola possuía misericórdia, enquanto seu empregado, não. Deus é esse rei que nos perdoa todas as nossas imensas dívidas. Por isso devemos agir como Ele e perdoar aos que nos devem. “Filho de peixe, peixinho é!” Deus nos fez à Sua imagem e semelhança!

O perdão é conatural ao ser humano, contudo, o não perdoar é antinatural, é desumano! Desfigura o homem e a sociedade. Favorece o progresso da violência instaurando a cultura da morte. Isso trás o inferno para o nosso dia a dia.

Ao contrário, se somos humanos e perdoamos, estamos trabalhando pela paz, pela nova sociedade, instaurando a Civilização do Amor»!

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos sobre o XXIV Domingo do Tempo Comum – A)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

DECRETO 'MAGNUM PRINCIPIUM' ESTABELECE MUDANÇA NO CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO

Cidade do Vaticano (RV) - O Vaticano publicou sábado (‘9/09) um ‘motu próprio’ (decreto) do Papa Francisco sobre as traduções litúrgicas, o ‘Magnum principium’.

O que muda

Francisco estabelece que a tradução de textos litúrgicos, aprovada pelas Conferências Episcopais nacionais, não seja mais submetida à revisão por parte da Santa Sé (recognitio), mas à confirmação (confirmatio).  

Desta forma, a Sé Apostólica ratifica, em substância, o trabalho dos episcopados, obviamente pressupondo a sua fidelidade e a correspondência das versões ao texto litúrgico original.  

Como explica o jornal vaticano “L’Osservatore Romano”, “a oração litúrgica deve se adaptar à compreensão do povo para ser plenamente vivida, com um estilo expressivo, fiel aos textos originários, mas capaz de comunicar o anúncio de salvação em qualquer contexto linguístico e cultural”,   

Entrada em vigor

A decisão do Papa foi tomada com base no trabalho de uma comissão de bispos e peritos por ele instituída.

O cânone alterado é o 838 do Código de Direito Canônico e a entrada em vigor do ‘motu próprio’ é 1º de outubro de 2017.

Fonte: Site da Rádio Vaticano 

GANHADORES DO SORTEIO DA FESTA DA CONSOLAÇÃO - 2017

Nosso muito obrigado a todos que ajudaram na Festa de Nossa Senhora da Consolação - Edição 2017 - com a aquisição dos bilhetes do sorteio



sábado, 9 de setembro de 2017

DOM JUAREZ É ORDENADO BISPO EM CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM (ES)

A cidade e a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, no Estado do Espírito Santo, estiveram em festa na tarde deste sábado, 9 de setembro, com a ordenação episcopal de monsenhor Juarez Delorto Secco, realizada no Parque de Exposições Carlos Caiado Barbosa.

Com 47 anos de idade e 16 anos de sacerdócio, o então pároco da Catedral de São Pedro Apóstolo, em Cachoeiro de Itapemirim, foi nomeado no dia 7 de junho pelo Papa Francisco como bispo titular de “Vesegela di Numidia” e auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Ao ser eleito, escolheu como lema episcopal ‘Permanecei no meu amor’ (em latim: ‘Manete caritate mea’), baseado no capítulo 15 do Evangelho de São João. Formado em advocacia e especialista em Direito Canônico, é o primeiro cachoeirense a se tornar bispo na cidade e na diocese. Na Arquidiocese do Rio, será apresentado no dia 7 de outubro, às 8h30, durante celebração na Catedral de São Sebastião.

Presidida pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, que também foi o ordenante, a celebração contou com a presença de muitos bispos do Regional Leste 2 da CNBB. Entre eles, os dois co-ordenantes, o arcebispo metropolitano de Vitória do Espirito Santo, Dom Luiz Mancilha Vilela e o bispo diocesano de Cacheiro de Itapemirim, Dom Dario Campos. Do Rio de Janeiro, estavam presentes os bispos auxiliares Dom Antonio Augusto Dias Duarte e Dom Luiz Henrique da Silva Brito.

Acolhida

No início da celebração, Dom Dario Campos acolheu a todos, pedindo uma salva de palmas: “Sejam bem-vindos povo de Deus”. Também pediu palmas para a Arquidiocese do Rio e para Dom Orani, afirmando que era a primeira vez que a diocese contava com a presença de um cardeal da Igreja. Lembrou ainda a presença de Dom Luiz Mancilha, que ordenou padre Juarez, em 10 de março de 2001, quando era bispo de Cachoeiro (1986-2002).

“Que nós possamos fazer desta celebração um momento de oração e envio, pois da nossa pobreza e pequenez enviamos o nosso irmão monsenhor Juarez, que será ordenado pela imposição das mãos de Dom Orani e de nossas mãos, sucessor dos apóstolos. Que monsenhor Juarez possa cumprir sua missão como fiel discípulo de Jesus de Nazaré”, disse Dom Dario.

Homilia

Manifestando sua alegria por presidir a celebração, Dom Orani cumprimentou o povo de Deus da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, destacando as datas jubilares da diocese e do seminário cachoeirense.

“Com alegria, cumprimento todo o povo desta querida diocese que inicia as comemorações dos 60 anos de existência e também os 30 anos de seu seminário diocesano. Sabemos de toda vitalidade dessa diocese com seu clero, paróquias e comunidades. Monsenhor Juarez é chamado para ser bispo e sai do meio desse povo onde ele nasceu, viveu e serviu como padre. É uma grande graça”.

Dom Orani recordou com carinho a sua própria ordenação, destacando algumas providencias em comum com o eleito.

“Eu e monsenhor Juarez somos membros de famílias numerosas, ambos com oito irmãos, e somos os caçulas. Nesse sentido temos essa ligação afetiva e agora também efetiva como alguém que vai nos auxiliar na Arquidiocese do Rio de Janeiro, mas também servindo a toda a Igreja”.

Sobre a Palavra de Deus proclamada na celebração, Dom Orani lembrou que embora ela seja dirigida a todos, retrata a realidade da celebração.

“Ouvimos no Evangelho: ‘Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi’. Quando se escolhe um bispo isso fica evidente. Alguém que não sabe sequer dos trâmites, e a Igreja o chama para suceder os apóstolos, a sair de sua terra, de sua parentela, de sua realidade e cultura, e ir para onde o Senhor está enviando sob a ação do Espírito Santo. Alguém que longe de perder seus vínculos, leva sua formação e experiência, para servir a Igreja de Jesus Cristo em outros lugares, situações e culturas, onde a paisagem muda e os relacionamentos precisam ser feitos”.

Dom Orani lembrou ainda que a mudança de lugar requer um tempo para a inculturação, já que existem situações pastorais específicas.

“Quando somos transferidos precisamos de um tempo para conhecer a realidade, e se preparar para levar adiante a missão que outros conduziram. Vivemos um novo momento, uma nova realidade, mas com a certeza de que é o Senhor que nos conduz. Monsenhor Juarez escolheu seu lema, ‘Permanecei no meu amor’, justamente porque ele experimentou aqui, em Cachoeiro de Itapemirim, esse amor de Deus. Ele levará consigo, onde quer que esteja, essa sua experiência com o Senhor. Agora, também enquanto bispo, levará a Boa Nova aos mais pobres, feridos e necessitados, justamente proclamando a graça de Deus”.

O Chamado que Deus fez a monsenhor Juarez – explicou Dom Orani -, para sair de sua terra, foi para anunciar com sua experiência a Boa Noticia que cura, salva, liberta e a certeza de um mundo novo. 

“O bispo é nomeado não para ter honraria, mas para servir, ser modelo do rebanho, estar vigilante cuidando do seu povo, curar os corações feridos e machucados, trabalhar com entusiasmo no amor e na misericórdia de Deus. Tenho certeza que as pessoas que fazem parte da história do monsenhor Juarez sabem que o Senhor olhou para a sua vida e o chamou para esta nova missão. Haverá desafios, mas não faltará à graça de Deus para que ele continue a realizar esse belo e bonito trabalho que já vinha realizando de levar a mensagem do Evangelho a todos”.

Ao recordar o Papa Francisco, que foi quem escolheu monsenhor Juarez para o episcopado, Dom Orani lembrou que o pontífice pede que os bispos sejam homens de busca, de acolhida e de integração.

“Por ter encontrado o Senhor Jesus, monsenhor Juarez disse seu sim. Tenho certeza que inspirado pelo seu lema episcopal ele vai levar as pessoas a experimentar esse amor de Deus a tal ponto que contagie as pessoas com essa presença e esse amor que é o próprio Deus. Pedimos ao Pai que possa ungir toda a vida do monsenhor Juarez para que ele viva sua missão e vocação com alegria, permanecendo sempre no seu amor”, finalizou.

Rito de ordenação

Antes da homilia, conforme o rito, houve o pedido para a ordenação episcopal de Dom Juarez, seguida da leitura do documento pontifício de nomeação, feita pelo pároco da Catedral de São Pedro Apóstolo, de Cachoeiro, padre Walter Luiz Barbiero Milanese Altoé.

Depois da homilia, houve a continuação do rito, com a Ladainha de todos os Santos e a imposição das mãos, começando por Dom Orani, os co-ordenantes e demais bispos presentes. Depois da imposição, Dom Juarez recebeu o ósculo da paz de seus irmãos do episcopado, enquanto os fiéis o aclamavam com palmas.

Em seguida, dois diáconos sustentaram o livro dos Evangelhos sobre a cabeça do eleito enquanto era proferida a oração de ordenação. O mesmo livro dos Evangelhos foi entregue a Dom Juarez, acompanhado do anel, da mitra e do báculo pastoral.

Com esses gestos, que a Igreja conferiu com a plenitude do Sacramento da Ordem, Dom Juarez recebe do Senhor, agora já sucessor dos apóstolos, a missão de ensinar todos os povos e de pregar o Evangelho a toda a criatura, para que todos os homens pela fé, pelo batismo e pelo cumprimento dos mandamentos consigam a salvação.

Agradecimentos

Muito emocionado, depois da liturgia eucarística, Dom Juarez fez vários agradecimentos. Antes da conclusão da celebração, percorreu o Parque da Exposição, abençoando os fiéis.

“Com muita alegria gostaria de agradecer a Deus por tudo de bom que Ele fez e continua fazendo na minha vida. Agradeço a minha família que sempre me apoiou em tudo, em especial, meu pai que não está aqui, mas no convívio dos Santos, e minha mãe aqui presente. Meus irmãos, primos, tios e demais familiares. Agradeço ao Papa Francisco que me chamou ao episcopado, a esse servido a Igreja de Deus. Ao Cardeal Orani, que desde o momento em que soube de minha nomeação me deu toda atenção e acolheu com muito carinho. Dom Dario Campos, Dom Luiz e Dom Célio de Oliveira Goulart, que foi nosso bispo e me transferiu para a Catedral de São Pedro, aos demais bispos presentes, aos bispos auxiliares do Rio, aos presbíteros da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, que me ajudaram no amadurecimento da fé. Agradeço também aos presbíteros da Arquidiocese do Rio de Janeiro que vieram e estão aqui presentes, aos diáconos, seminaristas, religiosos, e a todo o povo de Deus. Que Deus abençoe a todos”.  

Entrevista

Na entrevista que concedeu ao Sistema de Comunicação da Arquidiocese do Rio, Dom Juarez recordou de sua nomeação e missão.

“Minha nomeação foi uma surpresa muito grande, mas estou muito feliz também por ser para o Rio de Janeiro, onde eu já estive por duas vezes e onde fui muito bem acolhido, por Dom Orani, os bispos auxiliares e muitas pessoas. As expectativas são as melhores possíveis, estou muito feliz”, disse.

Dom Juarez revelou que na conversa que teve com Dom Orani, irá acompanhar os vicariatos: Suburbano e o Leopoldina.

“Nesses vicariatos, quero ser a presença de Deus junto aos padres e com o povo de Deus nos lugares em que eu estiver celebrando. Num primeiro momento, vou colocar-me bem à escuta, acolher o convite dos padres para celebrar. Depois, num segundo momento, um pouco mais ciente da realidade, propor algo com o que eu possa ajudar na evangelização, colaborando com cada um irmãos”.

Lema Episcopal

Ao ser eleito para o episcopado, Dom Juarez escolher como lema episcopal: ‘Permanecei no meu amor’, baseado no capítulo 15 do Evangelho de São João.

“Nós, como um ramo que não pode dar fruto sem estar ligado ao tronco, à videira, assim também não podemos dar frutos sem permanecer em Jesus. Permanecendo unido, no Seu amor, que eu quero ser o Seu sinal, sendo o sal da terra e luz do mundo. É nesse sentido, de estar ligado ao Mestre, ao Senhor para, assim também, ser um bom discípulo e um bom apóstolo de Jesus, segundo o Seu caminhar e Seus ensinamentos”, contou.

Dom Juarez também falou dos últimos dias antes da ordenação, do misto de alegria e saudade nas celebrações.

“As pessoas estão muito felizes com a minha nomeação, mas estão tristes com a minha saída, é um duplo sentimento, mas levo no coração esse povo de Deus, meus irmãos padres, essa convivência fraterna que cultivamos durante esse período. É um momento muito bonito de despedida, mas também de muitos votos de confiança na missão, muita oração também, para que Deus me acompanhe. Essa comunhão vai continuar, levo esses meus irmãos e irmãs no coração e a experiência bonita de Cachoeiro. Espero fazer novas amizades e crescer na comunhão fraterna com todo o presbitério da Arquidiocese do Rio”, disse Dom Juarez”, finalizou.

Fonte: Site Oficial da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

REFLEXÃO PARA O 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM "PERDOAR SETENTA VEZES SETE"

Cidade do Vaticano (RV) - «Neste domingo, o Evangelho nos propõe uma reflexão sobre o ato de perdoar, do perdão.


Mas, o que é perdoar e como perdoar?

A primeira atitude do cristão é ir em direção ao pecador e tratá-lo como irmão, com respeito e atenção.

O falar mal e pelas costas, nada adianta, piorará a situação quando o faltoso souber que seu erro foi tema de conversas de outras pessoas. Ele é o mais interessado e não outros. Se ele não sabe e é deixado alheio do que se fala dele, isso se chama, em bom português, fofoca. É uma atitude mundana e nada cristã.

Por outro lado, quem vai falar com o faltoso, deverá ir na qualidade de quem já perdoou a falta cometida, colocando-se na posição de irmão, jamais de juiz.

Muitas pessoas, com determinação, têm o costume de dizer a verdade, doa a quem doer. Tudo bem! Contudo, nos casos em que a verdade, ao ser dita, poderá provocar rancores e ódios, ela não deverá ser falada. Nem tudo deve ser dito, mas apenas aquilo que gera vida e não morte.

Tudo deverá ser feito em clima de sigilo, respeitando a dignidade e a privacidade do outro.
Se por acaso o faltoso não ouvir o irmão que o procurou com caridade, este deverá se cercar de mais outros dois irmãos semelhantes no respeito e na busca da salvação do faltoso. Procurar o mesmo e entabular uma conversa fraterna.

Nesse momento, onde o faltoso está sozinho de um lado, tendo à frente três outras pessoas que comentam sua má ação,  o transgressor jamais poderá ser colocado contra a parede e sentir-se acuado. Se isso acontecer, não será a conversa proposta por Jesus no Evangelho, mas exatamente o que jamais deveria estar acontecendo entre irmãos. O objetivo do papo é a recuperação do transgressor e não sua humilhação e condenação.

Por último chegamos ao terceiro passo da proposta do Senhor. Se nem com a admoestação de mais dois irmãos, o que cometeu um delito não se arrepende e não se propõe a não mais cometer tal falta, a Igreja, ou seja, a Comunidade dos cristãos deverá anunciar que a postura daquela pessoa não corresponde à Boa Nova pregada por ela, que aquele homem não pode ser tomado como um dos seus, posto que sua atitude é exatamente contrária aos princípios cristãos.

Por exemplo, poderá ser tido como membro da Igreja aquele homem que propaga ideias racistas, discriminação, violência e o abuso econômico? A Igreja terá o direito e o dever de tornar público seu absoluto desacordo com aquela pessoa.

Situemo-nos no versículo 9 do cap. 33 de Ezequiel, 1ª leitura da liturgia de hoje: “Todavia, se depois de receber tua advertência para mudar de proceder, nada fizer, o faltoso perecerá devido a seu pecado, enquanto tu salvarás a vida”.

Ao sermos responsáveis pela vida dos outros, em favor da justiça, agindo com misericóridia, é que ganhamos a nossa»!

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o XXIII Domingo do Tempo Comum)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

terça-feira, 5 de setembro de 2017

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO CELEBRA SUA PADROEIRA

Com muita alegria no dia 4 de setembro deste ano, mais uma vez, os paroquianos da Paróquia dedicada à Virgem Maria, sob título de Mãe da Consolação, se reuniram para celebrar sua Solenidade, já que além de ser a patrona da paróquia, também, é, padroeira da Ordem dos Agostinianos Recoletos.

A celebração eucarística teve início na Igreja Santo Agostinho, no Bairro Vila Rica, com os ritos iniciais, seguida de procissão até a Igreja de Nossa Senhora da Consolação, sob a presidência do pároco Frei Silvestre Brunoro, O.A.R. e concelebrada pelo Frei João Constantino Junqueira Netto, O.A.R., Frei Enéas Berilli, O.A.R., Frei Gustavo Barbiero Mello, O.A.R. e Frei Clébson de Souza Rodrigues, O.A.R., além dos diáconos permanentes: Ary de Paula Nascimento, José Carlos Zóboli, José Augusto Louzada Dutra e Sérgio Ricardo Secchim Ribeiro, além da presença do religioso Frei André (promotor vocacional da Ordem).

A igreja estava repleta de fiéis, mesmo sendo numa segunda-feira, que se alegraram em escutar a Palavra de Deus e se alimentarem com a Eucaristia.

Antes da bênção final, os frades agostinianos recoletos fizeram uma homenagem à Nossa Senhora da Consolação com o canto, em latim, da Salve Rainha (Salve Regina).






segunda-feira, 4 de setembro de 2017

4 DE SETEMBRO: SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DA CONSOLAÇÃO

A bem-aventurada Virgem Maria é venerada como Mãe da Consolação, porque através dela «Deus mandou ao mundo o Consolador», Cristo Jesus. A participação nas dores da paixão de seu Filho e nas alegrias de sua ressurreição a põem em condição de consolar a seus filhos em qualquer aflição que se encontrem. Depois da ascensão de Jesus Cristo, em união com os Apóstolos implorou com ardor e esperou com confiança o Espírito Consolador. Agora, elevada ao céu, «brilha ante o povo peregrino de Deus como sinal de segura esperança e consolação». (LG 69).

Desde o século XVII, «Mãe da Consolação» ou «Mãe da Correia» é o titulo principal com que a Ordem agostiniana honra à Virgem. Em 1439 obteve a faculdade de erigir para os leigos a «confraria da cintura». Uma antiga lenda, nascida no seio da Ordem, narrava que a Virgem tinha aparecido a Santa Mônica, afligida pela sorte de Agostinho, consolando-a e dando-lhe uma correia, a mesma com que depois se cingiriam Agostinho e seus frades. De ordinário, a iconografia representa a Virgem e ao menino no ato de entregar correias, respectivamente, a Santa Mônica e a Santa Agostinho. Em 1945 surgiu na Igreja agostiniana de Bolonha a confraria de «Santa Maria da Consolação». Em 1575 ambas as confrarias se fundiram em uma única arquiconfraria da Correia, a que os papas enriqueceram com abundancia de indulgências.

Nos últimos calendários litúrgicos é declarada Patrona da Ordem.

A proteção da Mãe da Consolação nos dá serenidade e consolo nas provas para que também nós possamos consolar a nossos irmãos.

Fonte: Site Oficial da Ordem dos Agostinianos Recoletos

domingo, 3 de setembro de 2017

CNBB: MENSAGEM AOS BRASILEIROS PARA AS CELEBRAÇÕES DO DIA 7 DE SETEMBRO

Brasília (RV) - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, na sexta-feira (1º/9/2017), a mensagem para o dia 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil.

No documento, o organismo incentiva as pessoas de boa vontade a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”. 

A instituição convida as comunidades a se unirem ao movimento  “Grito dos Excluídos”. Nesta data também, o Conselho Permanente da CNBB sugere às comunidades para que rezem juntas pela realidade brasileira no “O Dia de Oração e Jejum pelo Brasil”.

Leia a mensagem na íntegra.

Mensagem da CNBB

Vida em primeiro lugar

O “Grito dos Excluídos” nasceu com o objetivo de responder aos desafios levantados por ocasião da 2ª Semana Social Brasileira, realizada em 1994, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”, e aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade em 1995, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”.

O Grito, realizado no dia 7 de setembro, com suas várias modalidades, é construído com a participação das comunidades cristãs, movimentos, pastorais sociais e organizações da sociedade civil, tem, em 2017, como tema: “Vida em primeiro lugar”, e como lema: “Por direito e democracia, a luta é de todo dia”.

A sociedade brasileira está cada vez mais perplexa, diante da profunda crise ética que tem levado a decisões políticas e econômicas que, tomadas sem a participação da sociedade, implicam em perda de direitos, agravam situações de exclusão e penalizam o povo brasileiro pobre.

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante do grave e prolongado momento triste vivido no país, sugere às comunidades que, nesta data, sejam acrescentados dois elementos importantes da espiritualidade cristã, para acompanhar as reflexões e as ações sobre a realidade brasileira: UM DIA DE JEJUM E DE ORAÇÃO PELO BRASIL.

Encorajamos, mais uma vez, as pessoas de boa vontade, particularmente em nossas comunidades, a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, acompanhe o povo brasileiro com sua materna intercessão!

Brasília, 31 de agosto de 2017

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 2 de setembro de 2017

REFLEXÃO PARA O 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - "SE ALGUÉM QUISER ME SEGUIR... TOME SUA CRUZ E ME SIGA"

Cidade do Vaticano (RV) - «No Evangelho Jesus nos mostra a necessidade de assumirmos nossa cruz se quisermos segui-lo. Esse seguimento do Mestre carregando a cruz, de acordo com o Senhor, tem quatro etapas:

- ir a Jerusalém: “Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém”, local de resistência e de oposição à sua missão;

- aceitar os sofrimentos causados pelos membros do Sinédrio - anciãos, sumos sacerdotes e mestres da Lei - ou seja, os ricos, os poderes religiosos e os ideólogos;

- ser julgado, condenado e morto por esses grupos formadores da opinião pública;

- e ressuscitar ao terceiro dia.

Essa situação proposta por Jesus desagrada aos discípulos e Pedro, encorajado por ter há pouco reconhecido o Senhor como o Filho de Deus e ter recebido um grande elogio por parte de Jesus, permite-se contestar o Mestre.

Jesus discorda radicalmente de um de seus três discípulos preferidos e até o chama de “satanás, pedra de tropeço porque não pensa as coisas de Deus e sim as coisas dos homens!”

Essa advertência de Jesus a Pedro de que ele não pensa nas coisas de Deus e sim nas dos homens, quer dizer que o pensamento e o coração dos discípulos ainda estão tomados pelas coisas mundanas e que por isso ele deseja fazer com que Deus mude de orientação. Para Pedro será Deus que deverá se tornar imagem e semelhança da sua criatura, e não o inverso.

Consequentemente, aceitar a cruz e suas consequências, por este ser o seguimento de Jesus, é divinizar-se, é tornar-se imagem e semelhança de Deus, como quer o Criador. Por isso ela leva à ressurreição.

Disse, então, Jesus: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la: e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida?”

Seguir Jesus - e isso deve ser feito livremente pela adesão do coração - significa abrir mão de toda ambição pessoal, aceitar o que Deus enviar, significa assinar uma folha em branco e confiar absolutamente em Deus.

Não importa se seguir Jesus trará mais ou trará menos sofrimentos. Não é por aí que deveremos nos conduzir. Seguir Jesus é segui-lo por onde ele for, livremente, por adesão do coração e aceitando o que vier,  por fidelidade e amor».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para o XXII Domingo do Tempo Comum- A)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

PARABÉNS FREI MIGUEL MIRÓ MIRÓ!

O calendário da Província Santa Rita de Cássia da Ordem dos Agostinianos Recoletos neste dia, 2 de setembro de 2017, recorda o 68º aniversário natalício de Frei Miguel Miró Miró, O.A.R. e a Paróquia Nossa Senhora da Consolação congratula-se com esse religioso e roga a Deus que o cumule de ricas bênçãos de saúde e sabedoria.

Frei Miguel Miró Miró, O.A.R., atualmente, serve a Igreja como Prior Geral da Ordem dos Agostinianos Recoletos (responsável por todas as casas religiosas agostinianas recoletas no mundo inteiro), reside na cidade de Roma (Itália).

domingo, 27 de agosto de 2017

27 DE AGOSTO: SANTA MÔNICA

Nasceu em Tagaste (Argélia) em 331 de uma família de boa posição social e profundamente cristã. Casou-se, jovem ainda, com Patrício, que não era cristão. Patrício era um modesto proprietário de Tagaste e membro do conselho municipal. 

Mônica era uma mulher forte. De fé ardente, de firme esperança, de inteligência brilhante, sensível às exigências da convivência, assídua na oração e na meditação da Sagrada Escritura, encarna o modelo de esposa ideal e de mãe cristã. Graças a sua paciência e exemplo, Patrício abraça a fé. Consegue a conversão de Santo Agostinho, «o filho de tantas lágrimas». Exultante de alegria, está presente no seu batismo.

Quando se preparava para voltar à África, morre em Óstia Tiberina (Roma), no mês de outubro provavelmente, antes do dia 13 de novembro de 387, aos 55 anos de idade. Alguns dias antes, mãe e filho tiveram a experiência do êxtase de Óstia. Nele chegaram a tocar por momento, num voo do coração a Sabedoria criadora de todas as coisas, lá deixando as primícias do espírito.

Depois que a festa da Conversão de Santo Agostinho foi estabelecida em 1341 pelos agostinianos no dia 5 de maio, não tardou muito em fazer memoria de sua mãe Mônica no dia anterior, 4 de maio, pois não conhecemos o dia de sua morte. Com esse mesmo critério, o calendário romano de 1969 trasladou sua memoria ao dia 27 de agosto, matizando assim os laços que unem mãe e filho. Suas relíquias são veneradas na igreja de Santo Agostinho de Roma.

Fonte: Site Oficial da Ordem dos Agostinianos Recoletos