sábado, 22 de julho de 2017

REFLEXÃO DO 16º DOMINGO DO TEMPO COMUM - TRÊS PARÁBOLAS QUE REPRESENTAM A PACIÊNCIA DE DEUS

Cidade do Vaticano (RV) - «A liturgia de hoje nos propõe três parábolas para descrever o Reino de Deus. Elas estão interligadas pelo verbo “crescer”: o grão de trigo e o joio crescem juntos; a semente de mostarda cresce até se tornar uma grande árvore; o fermento na farinha faz crescer a massa.

Diante das dificuldades e da fraqueza humana, Jesus conta a parábola do joio, para expressar a grandeza de Deus. Aos empregados, que pedem para arrancar o joio, que cresce com o trigo, Jesus diz “não”, para não acontecer que, arrancando o joio, seja arrancado também o trigo. Por isso, era preciso deixá-los crescer juntos até à colheita!

Os empregados ficam surpresos com Jesus porque sofrem de impaciência - atualíssima em nossos dias - que resulta sempre em medo, pouca reflexão e muitas decisões tomadas com ímpeto.

Interessante notar que Jesus não coloca a culpa simplesmente no joio, mas constata que foi “algum inimigo que o misturou com o trigo”!

Nesta parábola, Jesus serve-se de imagens da vida no campo dando espaço à iniciativa e à paciência infinita de Deus, na qual encontramos a misericórdia, que transforma tudo.

Vivemos em um mundo cada vez mais inquieto e confuso, onde tudo é descartável e deve ser feito às pressas. Podemos desanimar, claro, mas devemos ficar tranquilos, pois Deus conhece muito bem toda a situação pela qual passa o mundo e a Igreja. “O joio também existe dentro da Igreja e entre os que Deus escolheu para o seu serviço. Mas o trigo não foi sufocado pela semeadura da injustiça” (Bento XVI).

A erva daninha e o trigo demonstram duas realidades bem diferentes entre si, mas devem ser apartadas e discernidas. A expressão final da parábola “fogo, choro e ranger de dentes” nada mais é que o símbolo da dor e da raiva, provocados pelo remorso de se excluir Deus das nossas vidas; Ele respeita a nossa liberdade.

O ponto enfático da parábola é o forte contraste entre o pensamento de Deus - paciente e tolerante - e a intolerante rigidez dos seus servos e, hoje, de nós, em relação ao próximo e à nossa comunidade: o bem e o mal lutam incessantemente dentro de nós.

Por isso, somos convidados a ser pacientes, tolerantes e misericordiosos.

As três parábolas: o joio e o trigo, a semente de mostarda e o fermento representam o amor e a graça de Deus para conosco, mas também a sua paciência na construção do Reino!».

(Reflexão do Padre Carlos Henrique Nascimento para o XVI Domingo do Tempo Comum)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ORAÇÃO POR FREI CASSIANO


A Paróquia Santa Rita de Cássia, localizada na cidade de Vitória, comunica que desde a última terça-feira, 18 de julho de 2017, à tarde, nosso querido Frei Cassiano está na UTI coronária do Hospital Metropolitano. 


Contamos com a oração de todos para sua recuperação. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

DÍZIMO É COMUNHÃO

Como sabemos, julho é o mês da Igreja dedicado à conscientização do Dízimo. E nossa Diocese está amplamente inserida nesta campanha, que tem como tema “Dízimo é contribuição” e lema “Sou dizimista, eu evangelizo!

O Padre José Carlos Ferreira da Silva, Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Amparo (Itapemirim) e coordenador diocesano da Pastoral do Dízimo, explica melhor a importância desta campanha:

“O objetivo da Campanha é despertar em cada batizado a compreensão de que ao fazer a sua contribuição mensal, em forma de dízimo, está assumindo o seu lugar na igreja, possibilitando que as comunidades cumpram a sua missão de anunciar Jesus Cristo e também a sua proposta”.


Dízimo é comunhão

Segundo Padre José Carlos, a proposta desta dinâmica iniciou-se em fevereiro deste ano e segue até fevereiro de 2018. Desta forma, “neste mês de julho queremos intensificar a nossa oração por cada dizimista, refletindo as Dimensões do Dízimo: Religiosa, Eclesial, Missionária e Caritativa”, disse o Presbítero.

O dízimo é um valor que dedicamos em auxílio dos mais necessitados. Uma doação baseada na solidariedade e no amor ao próximo.

Neste mês, as equipes que preparam as celebrações em nossa Diocese estão em comunhão com a Pastoral do Dízimo, criando assim uma dinâmica conforme a realidade de cada comunidade. “É Importante fazer a assembleia perceber o trabalho pastoral”.

 
As dimensões

O Sacerdote também explica o que representa cada uma das quatro Dimensões do Dízimo.

Dimensão religiosa: a vivência da fé e pertença a uma comunidade eclesial. Tem a ver com a relação do cristão com Deus.

Dimensão eclesial: a consciência de ser membro da Igreja e corresponsável, para que a comunidade disponha do necessário para a realização do culto divino e para o desenvolvimento de sua missão.

Dimensão missionária: permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma Diocese e entre dioceses, manifestando a comunhão que há entre elas (Igrejas-irmãs).

Dimensão caritativa: é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência. O Padre frisa que esta dimensão exige intensa preparação e dedicação.

Dentre as ações práticas, Padre José Carlos ressalta a promoção de visitas às famílias, levando mensagens reflexivas sobre a partilha e a solidariedade. “Convidamos também os pais a fazerem o cadastro das crianças no Dízimo Mirim”.

Além de faixas e cartazes que enaltecem a relação do mês de julho com o dízimo, foi sugerido aos grupos de canto duas músicas relacionadas ao tema, além de uma prece direcionada aos dizimistas.

“Que a comunidade use de criatividade e seriedade para esse tempo de conscientização do dízimo, dando a devida importância ao tema e ao compromisso de todos” – Padre José Carlos Ferreira da Silva.

Oração do dizimista

“Pai santo, contemplando Jesus Cristo,
Vosso Filho bem-amado que se entregou por nós na cruz,
E tocado pelo amor que o Espírito Santo derrama em nós,
Manifesto, com esta contribuição, minha pertença à Igreja,
Solidário com sua missão e com os mais necessitados.
De todo o coração, ó Pai, contribuo com o que posso:
Recebei, oh Senhor.
Amém”.

Fonte: Site oficial da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

JUBILEU DE PRATA DE PROFISSÃO SOLENE NA ORDEM DOS AGOSTINIANOS RECOLETOS

Neste dia, 19 de julho de 2017, completam 25 anos de Profissão Solene (emissão dos votos de pobreza, castidade e obediência) na Ordem dos Agostinianos Recoletos, os freis: Mário Aparecida, Raimundo Nonato de Oliveira e Silvestre Brunoro.

Frei Silvestre Brunoro, O.A.R., atualmente, é o pároco da Paróquia Nossa Senhora da Consolação.

Pedimos a Deus que os concedam saúde e sabedoria!

sábado, 15 de julho de 2017

REFLEXÃO PARA O 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM - "A SEMENTE QUE CAI EM TERRA BOA PRODUZ MUITO FRUTO"

Cidade do Vaticano (RV) - «A demora na realização das promessas de Deus possibilita aos discípulos e a nós, entrarmos em crise. Percebendo essa situação, Jesus conta para eles e para nós, a parábola das sementes.

A Palavra de Deus é, em si mesma, boa e, se bem apresentada, produzirá muitos frutos; mas isso não depende só da Palavra; depende também das diversas situações em que se encontra o terreno onde ela é depositada, isto é, das diversas respostas.

A Palavra é oferecida e exatamente por ser oferecida, conserva em si todo o risco da negligência, do descaso, da não aceitação, da oposição.

De acordo com a parábola, ela poderá ser comida pelos pássaros, poderá cair entre as pedras e não criar raízes e, finalmente, poderá cair entre os espinhos e morrer sufocada.

Vamos refletir sobre cada um desses alertas feitos por Jesus. O primeiro se refere à semente que pode ser ciscada pelos pássaros. É o nosso medo do sofrimento, em relação ao caminho da cruz, tantas vezes abordado por Jesus e a busca incessante de realizações, de êxito. É como aquela pessoa que vê na possibilidade de exercer um serviço eclesial, como uma ocasião de prestígio, de status.

A semente que caiu entre as pedras e não criou raízes, representa aqueles que só externamente aceitaram a Palavra. Ela não foi aceita com profundidade. Teme-se que a adesão a Cristo seja ocasião de constrangimento, de envergonhar-se.

A que caiu entre os espinhos é a semente sufocada, imagem de muitíssimos cristãos. As preocupações da vida presente, a atração exercida pelo ter, pelo poder, pelo possuir, pelo ganhar se impõem, são obstáculos para o acolhimento da Palavra.

A Palavra não é ineficaz, mas falta o acolhimento. A Palavra se adapta às condições do terreno, ou melhor, aceita as respostas que o terreno dá e que com frequência  são negativas. É necessário preparar o terreno, os corações, para que percam o endurecimento causado pelos ídolos das  ideologias, do consumismo, do dinheiro, do prazer, das demais riquezas.

Se o terreno, se os corações forem trabalhados pela simplicidade, pela autenticidade, pela educação libertadora daqueles ídolos, a Palavra descerá qual chuva fina, penetrando a terra e fazendo a semente frutificar».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos)

Fonte: Site da Rádio Vaticano

quarta-feira, 12 de julho de 2017

DIOCESE DE LUZIÂNIA (GO) TEM NOVO BISPO: DOM WALDEMAR PASSINI

Dom Waldemar Passini assume o governo pastoral da Diocese de Luziânia (GO), por força da aceitação da renúncia de dom Afonso Fioreze ocorrida nesta quarta-feira, 12 de julho. O comunicado da Nunciatura Apostólica feito para anunciar a renúncia por razão de idade, também traz a informação de que “em consequência, o governo pastoral da Diocese de Luziânia será assumido pelo Excelentíssimo dom Waldemar Passini Dalbello, bispo coadjutor”.
Dom Waldemar é um bispo jovem, porém já com grandes serviços já prestados à Igreja. Nomeado bispo auxiliar de Goiânia (GO) em 30 de dezembro de 2009 e ordenado em março de 2010, ele realizou um trabalho reconhecidamente de grande expressão na capital goiana. Já em 2011, foi nomeado pela Congregação para os Bispos como Administrador Apostólico da Arquidiocese de Brasília (DF) no período até a posse do novo Arcebispo Metropolitano de Brasília, dom Sergio da Rocha, atual Cardeal e presidente da CNBB, que ocorreu aos 6 de agosto de 2011. Foi nomeado bispo coadjutor de Luziânia em 3 de dezembro de 2014.
Nomeado pelo Conselho Episcopal Latino Americano (Celam) membro do Departamento de Missão e Espiritualidade, para o quadriênio 2015-2019, dom Waldemar representa a Região Cone Sul, que compreende, além do Brasil, o Uruguai, o Paraguai, a Argentina e o Chile. E na CNBB já serviu na Comissão Episcopal Pastoral para Ministérios Ordenados e Vida Consagrada de 2011 a 2015.
Dom Waldemar tem formação sólida em Sagrada Escritura. Estudo no Instituto Bíblico de Roma, na Itália, e na Escola Bíblica, em Jerusalém, Israel. Na sua formação antes de entrar para o Seminário Maior de Brasília, em 1989, destaca-se o fato de ter se formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Goiás.
“Para congregar na unidade” (Congregare in unum), é o lema episcopal de Dom Waldemar.
Fonte: Site da CNBB

PAPA FRANCISCO ACEITA O PEDIDO DE RENÚNCIA DE DOIS BISPOS BRASILEIROS

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou na manhã desta quarta-feira, 12, a decisão do papa Francisco em acolher o pedido de renúncia apresentado pelos bispos dom Manoel dos Reis de Farias, da diocese de Petrolina, no Estado de Pernambuco e dom Afonso Fioreze, da diocese de Luziânia, no Estado de Goiás. As renúncias estão de acordo com o Cânon 401, parágrafo 1, do Código de Direito Canônico, que estabelece a decisão por motivos de idade.

Dom Manoel dos Reis de Farias (na foto acima, à direita)
Nascido em Orobó (PE) em 1943, dom Manoel dos Reis de Farias estudou Filosofia no Instituto “Estrela Missionária”, em Nova Iguaçu (RJ) e Teologia no monastério “São Bento” do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote em 6 de janeiro de 1983 em Orobó. Em Nazaré (PE), como sacerdote, foi reitor da Casa de Formação (1985-1986); pároco da paróquia de São Sebastião em Machados (1988-1990); pároco da igreja “Divino Espírito Santo” em Pau de Alho (1990-2001); diretor espiritual dos seminaristas maiores (1990-2001) e membro do colégio dos consultores. Em 8 de agosto de 2001 foi eleito bispo de Patos, na Paraíba, e recebeu a consagração episcopal em 10 de outubro do mesmo ano. Foi nomeado para a diocese de Petrolina em 2011, pelo papa Bento XVI.
Seu lema episcopal é “Servir na Unidade”.
Dom Afonso Fioreze (na foto acima, à esquerda)
Dom Afonso Fioreze desde 1993 exercia sua profissão religiosa em Porto das Caixas, Itaboraí (RJ), como pároco e reitor do Santuário de Jesus Crucificado. Foi nomeado, pelo papa João Paulo II, para a diocese de Luziânia em 2003. Nascido em 1º de Junho de 1942, na cidade de Rio Branco do Sul (PR), ingressou no Seminário de Jesus Crucificado, em Colombo (PR), sendo posteriormente transferido para o Seminário São Gabriel da Virgem Dolorosa, em Osasco (SP), onde concluiu o segundo grau. Em fevereiro de 1964 fez a profissão religiosa na Congregação da Paixão de Jesus Crucificado (Passionista), em Colombo (PR). Cursou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e Teologia no Instituto de Teologia de Curitiba. Foi ordenado sacerdote em 26 de Junho de 1970, em Rio Branco do Sul (PR).
Seu lema episcopal é “A paixão de Cristo nos impulsiona”.
Fonte: Site da CNBB

domingo, 9 de julho de 2017

TEXTO INTEGRAL: SOBRE O PÃO E O VINHO PARA A EUCARISTIA

Cidade do Vaticano (RV) - Leia o documento oficial da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos sobre o pão e o vinho para a Eucaristia

Carta-circular aos Bispos
sobre o pão e o vinho para a Eucaristia

A Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, por determinação do Santo Padre Francisco, dirige-se aos Bispos diocesanos (ou aqueles que pelo direito lhe são equiparados) recordar-lhes que lhes compete providenciar dignamente tudo aquilo que é necessário para a celebração da Ceia do Senhor (cf. Lc 22,8.13). Ao Bispo, primeiro dispensador dos mistérios de Deus, moderador, promotor e garante da vida litúrgica na Igreja que lhe está confiada (cf. CIC can. 835 §1) compete-lhe vigiar a qualidade do pão e do vinho destinado à Eucaristia e, por isso, também, aqueles que o fabricam. A fim de ser uma ajuda, lembramos as normas existentes e sugerem-se algumas indicações práticas.

Enquanto até agora, de um modo geral, algumas comunidades religiosas dedicavam-se a preparar com cuidado o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, hoje estes vendem-se, também, em supermercados, lojas ou mesmo pela internet. Para que não fiquem dúvidas acerca da validade desta matéria eucarística, este Dicastério sugere aos Ordinários que dêem indicações a este respeito; por exemplo, garantindo a matéria eucarística mediante a concessão de certificados.

O Ordinário deve recordar aos sacerdotes, em particular aos párocos e aos reitores das igrejas, a sua responsabilidade em verificar quem é que fabrica o pão e o vinho para a celebração e a conformidade da matéria.

Compete ao Ordinário informar e advertir para o respeito absoluto das normas os produtores de vinho e do pão para a Eucaristia.

As normas acerca da matéria eucarística indicadas no can. 924 do CIC e nos números 319 a 323 da Institutio generalis Missalis Romani, foram já explicadas na Instrução Redemptionis Sacramentum desta Congregação (25 de Março de 2004):

a) “O pão que se utiliza no santo Sacrifício da Eucaristia deve ser ázimo, unicamente feito de trigo, confeccionado recentemente, para que não haja nenhum perigo de que se estrague por ultrapassar o prazo de validade. Por conseguinte, não pode constituir matéria válida, para a realização do Sacrifício e do Sacramento eucarístico, o pão elaborado com outras substâncias, embora sejam cereais, nem mesmo levando a mistura de uma substância diversa do trigo, em tal quantidade que, de acordo com a classificação comum, não se pode chamar pão de trigo. É um abuso grave introduzir, na fabricação do pão para a Eucaristia, outras substâncias como frutas, açúcar ou mel. Pressupõe-se que as hóstias são confeccionadas por pessoas que, não só se distinguem pela sua honestidade, mas que, além disso, sejam peritas na sua confecção e disponham dos instrumentos adequados” (n. 48).

b) “O vinho que se utiliza na celebração do santo Sacrifício eucarístico deve ser natural, do fruto da videira, puro e dentro da validade, sem mistura de substâncias estranhas… Tenha-se diligente cuidado para que o vinho destinado à Eucaristia se conserve em perfeito estado de validade e não se avinagre. Está totalmente proibido utilizar um vinho de quem se tem dúvida quanto ao seu caráter genuíno ou à sua procedência, pois a Igreja exige certeza sobre as condições necessárias para a validade dos sacramentos. Não se deve admitir sob nenhum pretexto outras bebidas de qualquer género, pois não constituem matéria válida” (n. 50).

A Congregação para a Doutrina da Fé, na sua Carta-circular aos Presidentes das Conferências Episcopais acerca do uso do pão com pouca quantidade de glúten e do mosto como matéria eucarística (24 de Julho de 2003, Prot. n. 89/78-17498), indicou as normas para as pessoas que, por diversos e graves motivos, não podem consumir pão normalmente confeccionado ou vinho normalmente fermentado:

“As hóstias completamente sem glúten são matéria inválida para a eucaristia. São matéria válida as hóstias parcialmente desprovidas de glúten, de modo que nelas esteja presente uma quantidade de glúten suficiente para obter a panificação, sem acréscimo de substâncias estranhas e sem recorrer a procedimentos tais que desnaturem o pão” (A. 1-2).

“Mosto, isto é, o sumo de uva, quer fresco quer conservado, de modo a interromper a fermentação mediante métodos que não lhe alterem a natureza (p. ex., o congelamento), é matéria válida para a eucaristia” (A. 3).

“Os Ordinários têm competência para conceder a licença de usar pão com baixo teor de glúten ou mosto como matéria da Eucaristia em favor de um fiel ou de um sacerdote. A licença pode ser outorgada habitualmente, até que dure a situação que motivou a concessão” C. 1).

Por outro lado, a mesma Congregação decidiu que a matéria eucarística confeccionada com organismos geneticamente modificados pode ser considerada válida (cf. Carta ao Perfeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 9 de Dezembro de 2013, Prot. n. 89/78 – 44897).

Aqueles que confeccionam o pão e produzem o vinho para a celebração, devem ter a consciência de que o seu trabalho destina-se ao Sacrifício Eucarístico, e por isso, é-lhes requerido honestidade, responsabilidade e competência.

Para que sejam observadas as normas gerais, os Ordinários podem utilmente meter-se de acordo ao nível da Conferência Episcopal, dando indicações concretas. Considerando a complexidade de situações e circunstâncias, como é o facto da negligência pelo sagrado, adverte-se para a necessidade prática de que, por incumbência da Autoridade competente, haja quem efectivamente garanta a autenticidade da matéria eucarística da parte dos produtores como da sua conveniente distribuição e venda.

Sugere-se, por exemplo, que a Conferência Episcopal encarregue uma ou duas Congregações religiosas, ou um outro Ente com capacidade para verificar a produção, conservação e venda do pão e do vinho para a Eucaristia num determinado país ou para outros países para os quais se exporta. Recomenda-se, ainda, que o pão e o vinho destinados à Eucaristia tenham um tratamento conveniente nos lugares de venda.

Da sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, 15 de Junho de 2017.

Robert Card. Sarah
Prefeito

X Arthur Roche
Arcebispo Secretário

Fonte: Site da Rádio Vaticano                    

ORIENTAÇÕES SOBRE O PÃO E O VINHO DA EUCARISTIA

Cidade do Vaticano (RV) – A pedido do Papa Francisco, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos dirigiu aos Bispos diocesanos uma carta-circular a respeito do pão e do vinho da Eucaristia.

O documento recorda aos prelados que cabe a eles providenciar “dignamente” tudo aquilo que é necessário para a celebração da Ceia do Senhor. “Compete-lhe vigiar a qualidade do pão e do vinho destinado à Eucaristia e, por isso, também, aqueles que o fabricam”, lê-se no texto.

O Dicastério manifesta preocupação com a venda da matéria eucarística em supermercados, lojas ou até mesmo pela internet. “O Ordinário deve recordar aos sacerdotes, em particular aos párocos e aos reitores das igrejas, a sua responsabilidade em verificar quem é que fabrica o pão e o vinho para a celebração e a conformidade da matéria”, mediante inclusive a apresentação de certificados.

Trigo e glúten
A Congregação recorda que o pão deve ser ázimo, unicamente feito de trigo. “É um abuso grave introduzir, na fabricação do pão para a Eucaristia, outras substâncias como frutas, açúcar ou mel. Já as hóstias completamente sem glúten são inválidas, sendo tolerado hóstias parcialmente providas desta substância. Já o Mosto, isto é, o sumo de uva, é matéria válida para a eucaristia”.

Honestidade
O Dicastério destaca ainda que os fabricantes devem ter a “consciência de que o seu trabalho destina-se ao Sacrifício Eucarístico, e por isso, é-lhes requerido honestidade, responsabilidade e competência”, sugerindo que a cada Conferência Episcopal encarregue uma ou duas Congregações religiosas para verificar a produção, a conservação e a venda do pão e do vinho para a Eucaristia.

Fonte: Site da Rádio Vaticano

sábado, 8 de julho de 2017

CAMPANHA INVERNO SOLIDÁRIO 2017


REFLEXÃO PARA O 14º DOMINGO DO TEMPO COMUM - "O REINO DE DEUS PERTENCE AOS HUMILDES E PEQUENINOS"

Cidade do Vaticano (RV) - «A primeira leitura nos fala de um legítimo rei da dinastia de Davi. Montado em um  jumento e com atitudes pacifistas, o rei de Sião terá um reino imenso que de tão grande se estenderá até aos confins da terra. Esse rei é humilde e pacificador e manifesta seu poder comunicando justiça e paz a todas as nações.

Ele não só tem essa atitude positiva, mas também destrói tudo aquilo que é sinal de morte para os povos. Assim, ele possibilita a existência da paz.

Ora, a leitura desse texto nos recorda a liturgia do Domingo de Ramos e já podemos deduzir que esse rei da paz é Jesus, o Príncipe da Paz, legítimo descendente de Davi como nos relata a liturgia do Advento. 

No Evangelho vemos Jesus sentindo que sua missão pacifista desagrada os doutores da Lei, os letrados e as pessoas importantes, mas causa interesse aos pobres e marginalizados, diz “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos.” (Mt 11, 25b)

Fazemos a constatação do que vemos sempre: os instalados não precisam, não querem mudanças e até as proíbem, enquanto os marginalizados, que sentem desconforto e suas necessidades insaciadas, almejam a mudança da situação, querem justiça, querem o necessário para viver dignamente.
Nisso tudo é denunciado o perigo extremo de não sentir-se necessitado de Deus e, de aos poucos, tornar-se materialista.

O trecho do Evangelho termina com o convite de Jesus aos que se sentem marcados, injustiçados pela sociedade materialista, repleta de pessoas egocêntricas e muito bem instaladas na cultura da morte.
Ao mesmo tempo, o Senhor fala que fazer parte da Civilização do Amor, de seus seguidores, traz um peso, uma responsabilidade, mas que eles são suaves porque são provocados pelo amor, pela descentralização de si, pelo sair de seu comodismo, de desinstalar-se par ir ao outro, para servir.

Finalmente, São Paulo em sua Carta aos Romanos, nos diz que vivemos segundo o espírito e não segundo a carne, pois pertencemos a Cristo e o Espírito de Deus mora em nós. Esse Espírito foi o que ressuscitou Jesus, eliminando tudo o que conduz a criação à injustiça e à morte.

Portanto, a mensagem evangélica da liturgia deste domingo nos fala do benefício fundamental que é para nós a presença do Espírito ao nos provocar a opção pela vida e nos impedir a acomodação.

Será um momento muito importante para nossa vida de cristão, fazermos uma reflexão em que nos perguntemos: de que lado me encontro? Dos acomodados e que não sentem necessidade de mudanças profundas? Ou do lado dos marginalizados, dos inconformados, dos que anseiam pelo Senhor como “terra sedenta e sem água”, como nos fala o Salmo 62?»

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos)

Fonte: Site da Rádio Vaticano